A BYD é um dos fabricantes chineses mais presentes globalmente e quer ser líder em termos de escala no médio prazo. Mas não é imune a desafios, em particular de cariz geopolítico.
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08/10/2026
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Notícias ao Minuto
A BYD tem a ambição de continuar com uma forte expansão global nos próximos anos, quando já é um dos fabricantes chineses mais conhecidos fora do seu país – incluindo na Europa, onde em breve passará a produzir localmente.
Mas, como todas as empresas de todos os setores de atividade, não deixa de ter desafios pela frente. E um deles tem a ver com o atual cenário geopolítico global marcado por tensões comerciais e políticas e até por conflitos com impacto potencial no mercado.
A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, afirmou numa cimeira em Singapura citada pela Reuters: “Quando fazemos negócios, queremos realizar algo com a certeza e a visibilidade de que podemos controlar e podemos investir. Mas, com a geopolítica, nunca entendes qual o ângulo e o que estão a fazer“.
O objetivo da BYD é claro: ser o construtor automóvel “número 1 globalmente em termos de escala dentro de cinco anos”. As declarações são do presidente Wang Chuanfu em junho passado, também citado pela Reuters.
Estados Unidos fora de hipótese
Mas, apesar do crescimento e das suas ambições, há um mercado que está para já fora das contas embora tenha dimensões importantes – os Estados Unidos da América, onde é praticamente impossível vender automóveis oriundos da China.
Aliás, está mesmo em cima da mesa legislação para manter afastados não só os fabricantes chineses, como também aqueles detidos em mais de 15 por cento por proprietários chineses.
“Não temos clareza, visibilidade e estabilidade, então vamos esperar e não entrar nos EUA para os automóveis de passageiros neste momento”, disse Stella Li acerca da possível chegada da BYD ao mercado americano.
Por outro lado, a dirigente falou das dificuldades para contratar funcionários em número suficiente na China – um desafio ao qual espera responder, no futuro, com o uso de robôs industriais.

