Aymen Hussein, jogador que marcou o golo para qualificar o Iraque para um Mundial 40 anos depois, acabou por ser interrogado durante sete horas após ter aterrado nos Estados Unidos da América para se juntar à comitiva do Campeonato do Mundo de 2026.
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06/06/2026
por
Davide Rodrigues Araújo, Lusa
Está instalada a primeira polémica a poucos dias do Campeonato do Mundo. Aymen Hussein, avançado da seleção do Iraque, aterrou esta sexta-feira nos Estados Unidos da América para se juntar à comitiva do seu país para o Mundial2026, mas acabou… por ser interrogado durante sete horas à sua chegada ao aeroporto.
De acordo com o jornalista do The Guardian Romain Molina, através da sua conta na rede social X – antigo Twitter -, o ponta de lança que marcou o golo que devolveu o Iraque aos palcos do Campeonato do Mundo 40 anos depois, acabou por ser retido no aeroporto de O’Hare, em Chicago, e interrogado durante sete horas, antes de ser libertado.
Esta fonte adianta que nenhuma justificação foi dada para reter o jogador internacional iraquiano, sendo que vários relatos internacionais alegam que se tratou de… um engano de nomes.
“Sofre interrogatórios de sete horas ao chegar ao solo americano como um potencial terrorista, mas o que ele poderia fazer? Aymen Hussein é iraquiano, e isso parecia suficiente para privá-lo dos seus direitos. se não fosse ele, então seria outro. Um iraquiano a menos ou a mais, que diferença isso faria para os Estados Unidos?”, escreveu o jornalista na conta X.
Le buteur historique de l’Irak 🇮🇶, Aymen Hussein, a été retenu par les autorités américaines pendant sept heures pour un interrogatoire à son arrivée à l’aéroport de Chicago.
Aucune explication n’a évidemment été donnée par les Etats-Unis – des médias évoquent simplement une… pic.twitter.com/xvKGaxhv3M
— Romain Molina (@Romain_Molina) June 6, 2026
Dia polémico para os países do Médio Oriente que vão ao Mundial2026
Esta não foi a única situação que se sucedeu durante este sábado, com a questão dos vistos para a seleção e comitiva da seleção iraniana a serem alvo de muitas confusões para o Campeonato do Mundo de 2026.
A televisão iraniana revelou que o secretário-geral da federação, Hedayat Mombeini, e o vice-presidente, Mehdi Mohgammad Nasbi, estão entre os 15 elementos do pessoal de apoio e dirigentes que ainda não receberam os vistos dos Estados Unidos para os jogos que aquela seleção tem previsto disputar em Los Angeles e Seattle.
A participação do Irão no Mundial ficou em risco desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel. Os problemas que surgiram com a emissão de vistos levaram a que o Irão transferisse a sua base de Tucson, Arizona, para Tijuana, no México.
A televisão iraniana e alguns responsáveis norte-americanos confirmaram que os jogadores, equipa técnica e algum pessoal de apoio receberam já os vistos, mas que estes foram negados a 15 pessoas, que, segundo um dirigente norte-americano disse à Associated Press, terão sido negados por terem pedido os vistos “com falsas pretensões”.
O Irão, que ficou integrado no Grupo G, vai disputar os seus dois primeiros jogos do Mundial em Inglewood, Califórnia, frente à Nova Zelândia, em 15 de junho, e à Bélgica, seis dias depois. Segue-se, em 26 de junho, o encontro diante do Egito, em Seattle. Irão e Estados Unidos poderão defrontar-se nos 16 avos de final da prova, caso terminem os respetivos grupos no segundo lugar.

