Pelo menos 22 pessoas morreram nos ataques sauditas na região iemenita de Sana, segundo um novo balanço divulgado pelos meios locais.
© AFP via Getty Images
07/11/2026
por
Lusa
Pelo menos 22 pessoas morreram nos ataques sauditas realizados na região iemenita de Sana, de acordo com um novo balanço divulgado pelos meios de comunicação locais.
“O número de vítimas do massacre perpetrado pela aviação do inimigo saudita (…) subiu para 22 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e o de feridos para 30”, informou a agência de notícias Saba — um balanço também divulgado pela televisão Almasirah.
Inicialmente, a agência Saba tinha registado 11 mortos e 20 feridos.
Após disparos de mísseis e drones por parte dos huthis contra o reino saudita — que ocorreram quase diariamente em outubro —, os combates parecem ter-se intensificado nos últimos dias em solo iemenita.
A Almasirah exibiu um vídeo que, segundo a estação, foi gravado na aldeia de Al-Shariyah, a leste de Sana. As imagens mostram fumo a subir de um local atingido, pilhas de escombros e feridos a receberem assistência hospitalar.
Citando uma fonte local, a agência informou que os aviões da coligação militar liderada por Riade atingiram seis casas na região.
Segundo a mesma fonte, as equipas de resgate também foram alvo de ataques, enquanto as operações de socorro ainda estão a decorrer. As autoridades sauditas ainda não comentaram esta informação.
A Síria vai enviar milhares de soldados para a Arábia Saudita e para o Iémen — onde já se encontram alguns — para apoiar o Governo iemenita e o seu aliado saudita contra os huthis, disseram à agência de notícias AFP as autoridades iemenitas.
Neste primeiro envio de tropas estrangeiras desde o retomar das hostilidades nesta frente, Damasco enviará 3.000 militares para auxiliar o reino, que tem sido alvo de ataques recorrentes por parte dos huthis. Algumas destas fontes detalharam que centenas de soldados sírios já estão presentes em ambos os lados da fronteira entre o Iémen e o reino, o qual solicitou ajuda internacional.
Na sexta-feira, um bombardeamento contra um mercado na província de Taiz (oeste) — onde a cidade com o mesmo nome está cercada pelos huthis há semanas — resultou na morte de dezenas de pessoas.
As forças governamentais iemenitas e os rebeldes huthis culparam-se mutuamente pelo ataque.
Após quatro anos de relativa acalmia, o conflito no Iémen — iniciado em 2014 com a tomada da capital Sana pelos rebeldes huthis, que é um movimento pró-Irão — foi retomado em julho, abrindo uma nova frente na guerra no Médio Oriente.
Desde outubro, os huthis intensificaram os seus ataques contra as infraestruturas petrolíferas e os aeroportos sauditas, enquanto a coligação militar liderada por Riade — que apoia o governo iemenita desde 2015 — bombardeia regularmente as posições do grupo rebelde no Iémen.
Em setembro, uma ofensiva dos rebeldes na costa iemenita do mar Vermelho permitiu-lhes reforçar o seu controlo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de passagem estratégico para o tráfego marítimo entre a Europa e a Ásia.
Segundo o Wall Street Journal, os navios que transitam pelo mar Vermelho — onde foi decretado um bloqueio contra a frota da Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo bruto do mundo — passam agora a contactar estes combatentes para obter o seu aval e, assim, garantir a sua passagem.

