Pelo menos 11 pessoas morreram em ataques realizados pela Arábia Saudita na região de Sana, controlada pelos huthis, informou um órgão de comunicação ligado aos rebeldes iemenitas.
© Abdulnasser Alseddik/Anadolu via Getty Images)
07/11/2026
por
Lusa
Pelo menos 11 pessoas morreram hoje em ataques realizados pela Arábia Saudita na região de Sana, controlada pelos huthis, informou um órgão de comunicação ligado aos rebeldes iemenitas.
“Onze cidadãos morreram como mártires, incluindo mulheres e crianças, em ataques aéreos do inimigo saudita” contra residências na zona de Al-Shariyah, na província de Sana, de acordo com a agência de notícias Saba.
A agência de notícias informou ainda que as operações de resgate estavam em curso e que “as aeronaves [sauditas] tiveram como alvo as equipas de socorro em duas ocasiões”. As autoridades sauditas ainda não comentaram estas informações dadas pelos rebeldes iemenitas.
Na sexta-feira, um bombardeamento contra um mercado na província de Taiz (oeste) — onde a cidade com o mesmo nome está cercada pelos huthis há semanas — resultou na morte de dezenas de pessoas. As forças governamentais iemenitas e os rebeldes huthis culparam-se mutuamente pelo ataque.
Após quatro anos de relativa acalmia, o conflito no Iémen — iniciado em 2014 com a tomada da capital Sana pelos rebeldes huthis, que é um movimento pró-Irão — foi retomado em julho, abrindo uma nova frente na guerra no Médio Oriente.
Desde outubro, os huthis intensificaram os seus ataques contra as infraestruturas petrolíferas e os aeroportos sauditas, enquanto a coligação militar liderada por Riade — que apoia desde 2015 o Governo iemenita internacionalmente reconhecido — bombardeia regularmente as posições do grupo rebelde no Iémen.
Em setembro, uma ofensiva dos rebeldes na costa iemenita do mar Vermelho permitiu-lhes reforçar o seu controlo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de passagem estratégico para o tráfego marítimo entre a Europa e a Ásia.
Segundo o Wall Street Journal, os navios que transitam pelo mar Vermelho — onde foi decretado um bloqueio contra a frota da Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo bruto do mundo — passam agora a contactar os rebledes para obter o seu aval e, assim, garantir a sua passagem.

