Investigadores testam nova abordagem para prevenir doença de Crohn

Investigadores testam nova abordagem para prevenir doença de Crohn

Uma equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto tem em ensaio clínico uma solução que permitiria “abordagens de prevenção” à doença de Crohn, disse hoje à Lusa a investigadora Salomé Pinho.

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07/07/2026
por

Lusa

“As evidências que acumulámos ao longo destes anos [de investigação] permitiram-nos identificar uma molécula com propriedades imunomoduladoras, ou seja, controlam estados muito iniciais da transição da saúde para a inflamação intestinal, e demos o salto para a prática clínica”, contou a investigadora que lidera a equipa do  Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto.

 

A investigadora falava à Lusa à margem de uma visita do Presidente da República, António José Seguro, ao i3S, que celebra 10 anos este ano.

Seguro conversou com Salomé Pinho sobre este projeto, tendo-o elogiado no discurso que proferiu no final, nomeadamente por estar já em ensaio clínico uma solução que, diz a académica, “visa no futuro abordagens de prevenção da doença“, em parceria com hospitais públicos e privados, bem como a indústria farmacêutica nacional.

“[Queremos] mudar um pouco o paradigma de uma medicina reativa para uma medicina mais preventiva, antevendo a prevenção da doença, também graças, obviamente, a financiamento europeu competitivo”, destacou.

Este ensaio clínico pode “acelerar estas descobertas que acumulámos ao longo de anos“, notou a investigadora, salientando ser “gratificante ver que já há doentes com Crohn nos ensaios, ainda experimentais, e que já estão a tomar fármacos e moléculas” que a equipa do i3S estudou, não só para apoiar a prevenção, como também para impedir recaídas do processo inflamatório.

“Isto é obviamente muito relevante para a doença de Crohn e será, com certeza, relevante para outras doenças autoimunes”, reforçou.

O grupo do Laboratório de Imunologia, Cancro e Glicomedicina, um dos visitados pelo Presidente, tem trabalhado na busca de soluções para doenças inflamatórias intestinais, como a de Crohn, mas também doenças autoimunes, como o lúpus e a artrite reumatoide, e ainda o cancro colorretal.

A doença de Crohn é uma doença intestinal inflamatória crónica, tendo como sintomas comuns diarreia, dor abdominal, fadiga e perda de peso, entre outros, e pode afetar qualquer grupo etário, ainda que seja diagnosticada mais frequentemente em adolescentes e jovens adultos.

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Lusa | 07:13 – 07/07/2026

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