O adolescente que matou a mãe, na semana passada, em Algés, já tinha agredido a vítima e o pai, que se encontra, neste momento, em prisão preventiva pelo crime de violência doméstica. Apesar disso, a família paterna está disponível para o acolher, assim como a irmã, de 4 anos.
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16/08/2026
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O jovem de 15 anos suspeito de assassinar a mãe em Algés, na semana passada, com um ‘mata-leão’ – golpe de asfixia – já tinha agredido a vítima assim como o pai, que se encontra agora em prisão preventiva pelo crime de violência doméstica.
De acordo com a CNN Portugal e o Correio da Manhã, em abril de 2025, o menor agrediu, alegadamente, o progenitor durante (mais um) episódio de agressões entre este e a mãe. O caso desencadeou a abertura de um processo no âmbito da Lei Tutelar Educativa.
Meses depois, em outubro, o pai foi detido, depois de tentar estrangular até à morte Gabriela Barbosa, de 33 anos.
Os incidentes que anunciavam uma tragédia não terminam por aqui. Em maio deste ano, por exemplo, a PSP foi chamada a casa da família. Os menores – o jovem de 15 anos e a irmã, de 4 – estavam sozinhos.
Em junho, nova chamada. Desta vez foi a mãe quem o adolescente agrediu. Nenhuma destas ocorrências, nem o facto de os menores estarem sinalizados e de a Justiça apontar “risco iminente”, por haver “comportamentos agressivos e negligentes” tanto por parte da progenitora como do rapaz, foram suficientes para evitar o que acabou por acontecer.
Ao jornal brasileiro Record, a irmã da vítima considerou que o sobrinho era um “psicopata” e revelou que Gabriela Barbosa tinha medo do que o filho era capaz.
A mesma evidenciou que a família materna quer ficar com a guarda da menina, de 4 anos, e que está a fazer tudo para a vir buscar a Portugal. “Não temos dinheiro, estamos a fazer vaquinhas [angariação de fundos], a pedir o passaporte de urgência”, notou.
Os familiares da mulher assassinada tentam ainda levar o corpo desta para o Brasil, para ser enterrada na sua terra natal.
Tudo indica que cheguem a Lisboa já amanhã, segunda-feira, 17 de agosto.
Família paterna quer guarda de ambos os menores
Por sua vez, o Jornal de Notícias assegura que a família paterna, que vive também no Brasil, quer acolher tanto a menina como o irmão suspeito de matar mãe.
A intenção foi revelada à publicação por Gisely Steagall, advogada de José Irlano, pai da menina e que está em prisão preventiva em Caxias.
O homem, que soube do crime pela televisão, também está disposto a acolher o filho no seio da família.
Recorde-se que foi o próprio jovem que chamou as autoridades, quase um dia depois de ter matado a própria mãe. Disse à Polícia de Segurança Pública (PSP) que tinha discutido com a progenitora na quarta-feira e “durante a noite efetuou um ‘mata-leão’, provocando-lhe a morte”.
Já à Polícia Judiciária (PJ) terá dito que o fez para defender a irmã, de 4 anos, que seria vítima de maus-tratos por parte da mãe de ambos.
O rapaz foi identificado logo na altura pelas autoridades. Presente depois a primeiro interrogatório judicial, “o jovem exerceu o direito ao silêncio”. Por considerar que o jovem está “fortemente indiciado dos factos que lhe são imputados e que, caso tivessem sido praticados por pessoa com mais de 16 anos, seriam suscetíveis de integrar um crime de homicídio qualificado”, o tribunal mandou interná-lo num centro educativo durante, pelo menos, três meses, uma situação que será, nessa altura, novamente analisada.

