Numa entrevista a um portal italiano, o piloto Iker Lecuona garante não estar obcecado com o regresso à categoria rainha do motociclismo. Ainda assim, não esconde que tem esse mesmo desejo.
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04/08/2026
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Notícias ao Minuto
Iker Lecuona só tem motivos para sorrir com a excelente temporada que está a realizar no Mundial de Superbikes. O piloto espanhol, que esta temporada se estreia nesta categoria, rapidamente se adaptou à Ducati Panigale V4R e instalou-se numa sólida segunda posição do campeonato.
Os bons desempenhos, aliados a azares de terceiros, levaram a que fosse chamado por duas vezes a atuar no Mundial de MotoGP. Após a sua impressionante estreia no GP da Hungria, onde surpreendentemente terminou em sétimo lugar, Lecuona vai regressar à categoria rainha do motociclismo no Grande Prémio da Grã-Bretanha, substituindo o lesionado Fermin Aldeguer na Gresini Racing.
Numa entrevista concedida ao portal italiano MotoSprint, o piloto espanhol garante que não está obcecado com um regresso definitivo ao MotoGP e recordou a experiência na Hungria.
“Falando da Hungria, correu bastante bem, apesar de ter de descobrir e aprender tudo praticamente do zero. Não competia no MotoGP desde 2023 e reencontrei uma categoria que evoluiu muito entretanto. No Superbike divertimo-nos bastante, mas pilotar um protótipo deste nível é outra história. A Ducati atual é um mundo completamente diferente das KTM e Honda que pilotei anteriormente”, começou por dizer Lecuona.
“Se surgir uma oportunidade, aproveito-a. Mas nem penso muito nisso. No meu terceiro ano com a HRC no Superbike tive uma oportunidade concreta para subir ao MotoGP. No último momento voltaram atrás e retiraram a proposta. Foi uma desilusão difícil de aceitar. Por isso, agora desfruto do que estou a fazer com a Ducati no Superbike. Se receber uma proposta nos próximos dois anos, aceitarei. Caso contrário, paciência”, acrescentou.
Lecuona comentou ainda a hipótese do seu companheiro de equipa e líder da classificação nas Superbikes, Nicolò Bulega, ser promovido à MotoGP na próxima época.
“Pode dar-se muito bem porque tem um talento incrível. Fico feliz por ele dar esse salto, porque merece esta oportunidade. É rápido, forte e pode ser muito competitivo. O Bulega merece essa oportunidade e, olhando para todo o paddock das motos derivadas de série, apenas nós os dois a mereceríamos. Há uma grande diferença entre nós e os restantes. E quem disser o contrário é um idiota”, sublinhou o espanhol, que falou ainda da estreia de Toprak Razgatlioglu no MotoGP com a Yamaha.
“Está a fazer um bom trabalho, apesar de algumas quedas no início. Observei a situação e percebi a dinâmica: estava a tentar travar com os pneus Michelin da mesma forma que fazia com os Pirelli. Ainda assim, os resultados são positivos, porque está sempre próximo dos pilotos Yamaha com mais experiência. Em algumas ocasiões até ficou à frente deles. É uma pena que a M1 não esteja ao mais alto nível”, atirou ainda.
“Gostaria de alguém vindo do paddock das motos derivadas de série, não do MotoGP nem de categorias relacionadas. Acho que faz sentido apostar num jovem e dar-lhe dois anos para aprender e crescer. Se fosse eu a decidir, procuraria alguém com fome. Porque ter apetite não basta. É preciso ter fome de resultados e fome de vencer na vida”, finalizou.

