A cidade de Liège, na Bélgica, proibiu concentrações de mais de três pessoas a partir de quinta-feira, após novos episódios de violência e vandalismo classificados como ‘extremamente graves’ pelo ministro do Interior.
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07/10/2026
por
Lusa
Salvo exceções ou autorizações específicas, “estão proibidas as aglomerações de mais de três pessoas nas vias ou lugares públicos do território da cidade”, estabelece uma ordem policial divulgada pela câmara municipal.
“Trata-se da segurança de todos os que circulam pela cidade”, sublinhou o autarca socialista Willy Demeyer, esclarecendo que a medida entraria em vigor na madrugada de quinta-feira, por tempo indeterminado.
A polícia de Liège relatou esta noite “novos incidentes graves” no centro da cidade, no quinto dia de protestos contra os cortes orçamentais na educação na região francófona da Bélgica. Na onda de vandalismo, abrigos de autocarros e contentores do lixo foram incendiados e montras estilhaçadas.
Durante a tarde, centenas de agitadores foram identificados pelas forças de segurança.
Estavam divididos em pequenos grupos que lançavam pedras ou fogo de artifício contra os polícias, apesar dos meios de dispersão empregues (canhões de água, gás lacrimogéneo).
A principal estação ferroviária de Liège chegou a estar brevemente encerrada ao final da tarde, quando uma manifestação se aproximava do local, ao mesmo tempo que os comerciantes eram orientados, através de uma mensagem de alerta, para fecharem os seus estabelecimentos, segundo a mesma fonte.
O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, denunciou “atos de extrema gravidade” numa mensagem na rede social X. “Os autores identificados terão de responder pelos seus atos perante a justiça. Quem parte, paga! Ponto final”, acrescentou o político liberal francófono.
Na quarta-feira, registaram-se cerca de 50 detenções em Liège por perturbação da ordem pública, elevando o número total de pessoas detidas na cidade para mais de 150 desde 01 de outubro.
Segundo fonte policial, os suspeitos são, na sua maioria, menores que acedem a convocatórias para manifestações disseminadas através de aplicações de mensagens. “Estamos perante as piores consequências das redes sociais”, afirmou a fonte.

