O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que o governo apresentará medidas concretas para responder às reivindicações dos estudantes, após uma reunião com representantes do movimento estudantil.
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25/10/2026
por
Lusa
O governo francês prometeu, para segunda-feira, o anúncio de medidas “muito concretas” para responder às reivindicações do movimento estudantil no país, anunciou hoje o presidente, Emmanuel Macron.
Nas redes sociais, Macron revelou que ouviu “as expectativas legítimas” das organizações de estudantes do ensino secundário, com as quais esteve reunido na sexta-feira.
“O primeiro-ministro e os ministros darão continuidade a este diálogo a partir de amanhã [segunda-feira] e apresentarão respostas muito concretas”, escreveu o presidente francês.
Au nom de tous, je tiens à remercier nos forces de l’ordre, mobilisées cette semaine pour assurer partout l’ordre républicain. Grâce à elles et malgré un contexte difficile, l’État a été au rendez-vous de ses missions. J’ai rencontré vendredi les syndicats lycéens et entendu les attentes légitimes de notre jeunesse. Le Premier ministre et les ministres poursuivront dès demain ce dialogue et apporteront des réponses très concrètes.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 25, 2026
A próxima reunião contará com representantes de organizações estudantis, professores, sindicatos, organizações empresariais, autoridades territoriais e parlamentares, na sequência dos protestos sociais que têm marcado a atualidade em França nas últimas semanas.
Na sexta-feira, depois da reunião com Macron, os representantes dos alunos franceses do ensino secundário decidiram prosseguir com a mobilização e os protestos no país, até que sejam tomadas medidas concretas para o setor da educação.
No passado fim de semana, protestos contra o aumento do custo de vida e a situação do setor da educação acabaram por ficar marcados por atos de violência em várias cidades francesas, incluindo danos em edifícios públicos e pilhagens em estabelecimentos comerciais.
Macron apelou à “proibição das manifestações organizadas por indivíduos ‘ilegítimos'”, um termo que os partidos de esquerda afirmam não compreender, uma vez que não há nada na lei francesa que preveja essa definição.
As autoridades decretaram na quinta-feira passada a prorrogação do recolher obrigatório em certas zonas de Paris, nomeadamente na Praça da República e no bairro histórico de Les Halles, todas as noites, das 23h00 às 06h00 locais (entre as 22h00 e as 05h00, hora de Lisboa), até segunda-feira de manhã.

