Mais de 20 mil professores colocados. Larga maioria em mobilidade interna

Mais de 20 mil professores colocados. Larga maioria em mobilidade interna

Mais de 20 mil professores foram colocados na sexta-feira nas escolas em horários para o próximo ano letivo, a larga maioria através da mobilidade interna, anunciou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

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15/08/2026
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Lusa

“Foram hoje colocados nas escolas 19.152 professores dos quadros através da mobilidade interna e 1.252 docentes no âmbito da contratação inicial, o que permitiu o preenchimento de 20.404 horários, a cerca de um mês do arranque do próximo ano letivo”, indicou na sexta-feira, em comunicado, o MECI, citando dados da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE).

 

Segundo a tutela, o procedimento visa o “preenchimento das necessidades temporárias das escolas” e 16.990 dos professores colocados – 15.763 dos quadros e 1.227 da contratação inicial – vão ocupar horários completos.

“Em relação a 2025, verifica-se um aumento de 1.505 do número total de colocados”, acrescentou o MECI.

Do total de docentes colocados, 5.894 foram colocados em escolas de regiões consideradas carenciadas: 3.317 na Grande Lisboa, 1.566 na Península de Setúbal e 1.011 no Algarve.

O 1.º Ciclo do Ensino Básico, a Educação Pré-Escolar e o Português de 3.º Ciclo e Secundário foram os grupos com mais horários preenchidos.

Os professores colocados devem agora aceitar a colocação na plataforma da AGSE em 17 e 18 de agosto e apresentar-se nas novas escolas em 01 de setembro.

A partir do ano letivo 2026/2027, “passarão a existir apenas dois procedimentos concursais: um interno e externo, para afetação de docentes a vagas permanentes, e outro em contínuo, numa base diária, para o preenchimento das necessidades temporárias das escolas, ao longo de todo o ano letivo”, com os candidatos a este último a poderem “inscrever-se ou atualizar a sua candidatura a qualquer momento”, referiu o MECI.

O novo modelo de recrutamento e colocação de docentes foi aprovado em Conselho de Ministros em 30 de julho de 2026, tendo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) considerado inaceitável que a aprovação tenha ocorridos antes de concluídas as negociações com os sindicatos.