Marco Silva e a arbitragem do Benfica-Vitória: “Tento controlar-me, mas…”

Marco Silva e a arbitragem do Benfica-Vitória:

Marco Silva, questiona decisões de Luís Godinho, no triunfo do Benfica sobre o Vitória SC, por 2-0, e não descarta levar a cabo uma nova “revolução”, perante o Celtic, na Liga Europa.

© SL Benfica


12/10/2026
por

Carlos Pereira Fernandes

Marco Silva não se coibiu, este domingo, de apontar falhas à equipa de arbitragem liderada por Luís Godinho, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final para o encontro da oitava jornada da I Liga, na qual o ‘seu’ Benfica levou a melhor sobre o Vitória SC, no Estádio da Luz, por 2-0, à ‘boleia’ dos golos de Samuel Dahl e Georgiy Sudakov.

 

“Vão ver-me a protestar quando são faltas sobre os jogadores do Benfica, é a emoção do jogo. Há dois ou três momentos em que existiram faltas que deveriam ser amarelo, isso parece-me óbvio. Se eu protestei mais ou menos, não me lembro, sinceramente”, começou por afirmar o treinador dos encarnados.

“Já reconheci, no banco tento jogar o jogo com os meus jogadores e sou emocional naquele momento. Tento controlar-me, por vezes não consigo e sou o primeiro a penitenciar-me por isso, e não vou estar aqui a fazer um papel que não é o meu. Por vezes, sou um bocado mais chato do que aquilo que deveria ser”, prosseguiu.

“Tento controlar-me, mas não é fácil quando vemos algumas coisas que não nos agradam assim tanto e que podem ter alguma influência naquilo que são as minhas reações. Mas, neste momento, já estou mais calmo, e reconheço isso, também. Se [os jornalistas] falam em mãos ou em amarelos, é porque algo se passou, também tiveram oportunidade de ver todas as imagens”, completou.

“A segunda parte não foi ao nível do que nós podemos fazer”

Quanto ao jogo propriamente dito, o sucessor de José Mourinho defendeu que esta foi “uma vitória justíssima” por parte das águias, que, entende, foram a “única equipa que criou realmente oportunidades para ganhar e da equipa que fez mais para ganhar”, ainda que nem tudo tenha sido um ‘mar de rosas’.

“Nos últimos 15 minutos, já começámos a perder aquilo que tinha sido a nossa grande arma, que foi ter a bola sempre no meio-campo ofensivo. E a segunda parte foi diferente. Perdemos muitas bolas, sem razão (…). Basicamente a segunda parte não foi ao nível do que nós podemos fazer”, sublinhou, antes de deixar uma palavra aos adeptos.

“Convenci hoje porque ganhei, amanhã tenho de convencer outra vez, na quinta-feira tenho de convencer outra vez. Esse é o meu trabalho, é a forma de encarar o meu dia a dia. No futebol, é tudo muito volátil. Não vou esconder aqui que não é importante. Quem vê o Benfica e quem ama realmente o clube reconhece quando os jogadores dão tudo”, acrescentou.

“Revolução” no Benfica-Celtic?

A terminar, o lisboeta assumiu que pode vir a levar a cabo uma “revolução” no onze inicial, na partida da segunda jornada da fase de liga da Liga Europa, perante o Celtic, que tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) da próxima quinta-feira, uma vez mais, no Estádio da Luz.

“Poderá ser possível. Iremos ver, analisar os jogadores, analisar o jogo também, analisar o nosso adversário e depois iremos tomar decisões”, concluiu, sem entrar em detalhes.