Marco Silva aplaude a decisão de despenalizar Jhon Durán, já que “foi um erro ter sido expulso”, no Santa Clara-Benfica. Luís Pinto, por seu lado, avisa que o facto de o avançado ter podido jogar contra o ‘seu’ Gil Vicente “pode colocar muita coisa em causa”.
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30/10/2026
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O Benfica carimbou, esta quinta-feira, o apuramento para as meias finais da Taça da Liga (onde vai ter pela frente o FC Porto, que levou a melhor sobre o Académico de Viseu, por 1-0), ao receber e bater o Gil Vicente, por categóricos 4-1, num encontro que ficou marcado pela polémica em torno da utilização de Jhon Durán.
O internacional colombiano, recorde-se, havia sido expulso no último jogo dos encarnados (vitória sobre o Santa Clara, para a I Liga, por 1-2), mas foi despenalizado, e pôde ser aposta a titular (com um golo na conta pessoal), circunstância que valeu duras críticas por parte de Luís Pinto, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final.
“Espero, contra o Vitória SC, ter o Espi [Antonio Espigares] disponível, porque também quero ter um jogo disponibilizado, depois de ter sido expulso (…). Nós temos de ter noção daquilo que queremos para o nosso futebol. Sou e sempre serei um defensor do futebol português, independentemente do clube onde estiver e que defenda”, começou por afirmar.
“Se queremos um campeonato mais competitivo, se queremos taças mais competitivas, temos de perceber muito bem que todas as decisões que nós tomamos, e uma é despenalizar um jogador na véspera de um jogo que foi expulso no jogo anterior… É uma atitude que pode colocar muita coisa em causa, e essas muitas coisas em causa é a seriedade das pessoas que estão à frente do futebol”, prosseguiu.
“Não tou a pôr em causa a vitória do Benfica nem deixo de dar, como dei, os parabéns ao Marco, no final do jogo, e à equipa e à estrutura do Benfica por ter passado. Não é isso que está em questão. O que está em questão é aquilo que queremos para o futebol português. Isto não dignifica em nada o futebol português. Havia mais opções”, completou.
“Se o Durán não pudesse jogar hoje, esqueçam a verdade desportiva”
Marco Silva, por seu lado, também perante os jornalistas, aplaudiu a despenalização de Jhon Durán: “Não sabendo de todos os ‘timings’, tentei informar-me de reuniões e de quando saem os castigos, não fazia a mínima ideia, antes deste jogo. É óbvio que, após o Santa Clara, tentei saber, e, a partir do momento que sabíamos que havia uma reunião a tempo, tive sempre muita esperança de que o Jhon Durán pudesse estar no jogo”.
“Se não fosse o Durán ia jogar o [Vangelis] Pavlidis. Percebi todas as declarações do Luís e a frustração dele porque muito do que ele disse não tem a ver com este jogo em particular. Ele até fala da forma como os jogos estão emparelhados e acaba por dar os parabéns pela forma como é organizada a ‘final four’. Pareceu-me que falou muito da forma como está preparado o caminho para se chegar lá”, referiu.
“Eu não sou a pessoa indicada para falar sobre isso. O calendário está feito desta forma e não vou fazer nenhum comentário sobre isso. Tinha muita esperança que o Durán fosse despenalizado porque não fez absolutamente nada. Eu percebo a frustração, mas se queremos a verdade desportiva… Se o Durán não pudesse jogar hoje, esqueçam a verdade desportiva porque não existia, foi um erro ter sido expulso quando não fez nada para ser expulso”, concluiu.

