Migrantes resgatados em Creta transferidos para ilhas do mar Egeu

Migrantes resgatados em Creta transferidos para ilhas do mar Egeu

Centenas de requerentes de asilo resgatados nos últimos dias pela polícia grega ao largo de Creta serão transferidos para centros de acolhimento nas ilhas de Lesbos e Samos, informou hoje o Ministério das Migrações.

© Nick Palaiologos/Getty Images


23/08/2026
por

Lusa

Perante as preocupações das autoridades locais de Lesbos e Samos, que receiam ultrapassar a capacidade dos centros de acolhimento, o ministério garantiu que “a transferência de migrantes de Creta para estas ilhas do norte do mar Egeu é feita de forma estritamente proporcional”.

 

Segundo o executivo, a transferência de migrantes destina-se exclusivamente à identificação, triagem e controlo dos requerentes de asilo antes de uma eventual transferência para outras estruturas na Grécia continental.

“Consequentemente, não haverá qualquer encargo adicional para as ilhas em causa”, afirmou o ministério, recordando que, em caso de rejeição do pedido de asilo, será iniciado o processo de expulsão.

Apesar das garantias dadas pelo governo, o presidente da câmara de Mitilene, capital de Lesbos, participou hoje numa reunião à porta fechada em que esteve também presente o presidente da associação de hoteleiros da ilha, segundo noticiou o jornal local Sto Nissi.

Segundo o mesmo jornal, são esperados cerca de 200 requerentes de asilo em Lesbos e outros 200 na vizinha ilha de Samos.

Há mais de um ano, Creta e a pequena ilha vizinha de Gavdos, situada em frente à costa da Líbia, tornaram-se as principais portas de entrada de requerentes de asilo na Grécia.

Creta dispõe apenas de uma estrutura de alojamento provisório para requerentes de asilo, mas o ministério prometeu criar em breve um centro de acolhimento.

Defensor de uma política migratória rigorosa, o ministro Thanos Plevris congratulou-se recentemente com a redução em mais de 35% do número de requerentes de asilo na Grécia nos primeiros sete meses de 2026.

O ministro grego está atualmente a trabalhar com os seus homólogos da Alemanha, Áustria, Dinamarca e Países Baixos na criação, num país fora da União Europeia, de centros de retorno destinados ao repatriamento de requerentes de asilo a quem foi recusada a proteção.

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