O presidente argentino, Javier Milei, atribuiu a queda da natalidade no país à legalização do aborto, considerando que a “tendência de matar crianças no útero materno” está a ter custos no crescimento e na segurança social.
© Juan MABROMATA / AFP via Getty Images
21/08/2026
por
O presidente da Argentina, Javier Milei, culpou a “loucura” do aborto legal pela queda de natalidade no país, considerando que a “tendência de matar crianças no útero materno está a custar caro em termos de crescimento e segurança social”.
“Estamos a pagar caro pela loucura dos lencinhos verdes”, afirmou o presidente argentino no fórum empresarial Council of the Americas, em Buenos Aires, referindo-se ao símbolo da luta das mulheres argentinas pelo direito ao aborto, em vigor no país desde janeiro de 2021.
Segundo Milei, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), a “Argentina não está a atingir o crescimento populacional e a taxa de natalidade necessários para a renovação demográfica”.
“Esta tendência de matar crianças no útero materno está a custar-nos caro em termos de crescimento e da segurança social. E também em capital humano”, sublinhou.
Segundo um relatório recente do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Argentina tinha, em 2024, uma taxa de fertilidade de 1,2 filhos por mulher.
A lei sobre a interrupção voluntária da gravidez na Argentina foi aprovada em dezembro de 2020 e implementada em janeiro de 2021, após um debate que polarizou a sociedade.
A lei prevê a possibilidade de abortar até às 14 semanas de gravidez sem ter de explicar os motivos, bem como quando a gravidez é resultado de violação e se a saúde ou a vida da mulher grávida estiver em perigo.

