O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou que é possível viajar de Bragança ao Algarve em 2h35 através de uma rota aérea operada pela Sevenair, que faz paragens em várias cidades do país.
© Fly Sevenair
13/10/2026
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Notícias ao Minuto
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, lembrou através de uma publicação partilhada nas redes sociais que é possível viajar de Bragança ao Algarve em 2h35, através de uma ligação aérea.
“De Bragança ao Algarve em apenas 2h35! Uma ligação aérea que aproxima regiões, encurta distâncias e facilita a vida de quem precisa de viajar”, pode ler-se na publicação do governante.
Em causa está a rota assegurada pela Sevenair que faz paragens em Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão.
O ministro revela que a rota que liga o Norte ao Sul do país transportou, em 2023, cerca de 13 mil passageiros, com uma taxa de ocupação próxima dos 75%.
Atualmente, há voos de segunda-feira a sábado, com mais oferta entre abril e outubro e “quando a procura aumenta de facto”, explicou Pinto Luz:
Carreira aérea esteve interrompida no ano passado
A carreia Trás-os-Montes/Algarve esteve interrompida por restrições impostas pela empresa municipal Cascais Dinâmica, devido à falta de pagamento de uma alegada dívida da empresa Sevenair, responsável pela ligação.
Em causa estava uma divergência acerca de uma suposta dívida de taxas de ‘handling’, os serviços prestados com o avião aterrado, no valor de 107 mil euros acrescidos de IVA (ou uma dívida de 132.471,95 euros, segundo a autarquia) que a Cascais Dinâmica exigia, mas que a transportadora considerou “não serem devidas”.
À agência Lusa, Carlos Amaro, da administração da companhia aérea, confirmou que pagaram o resgate do avião, que estava retido no aeródromo de Tires.
A companhia informou que pagou o valor de mais de 130 mil euros que era pedido. A mesma fonte reiterou, contudo, que vão seguir para a justiça com o caso por considerarem que, de acordo com a lei vigente, a dívida foi cobrada indevidamente.
Em comunicado, a Sevenair tinha referido que questionou a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) sobre a legalidade da taxa de assistência, por operar em “regime de autoassistência” com uma empresa por si detida, mas a entidade reguladora concluiu que a taxa “é devida por prestadores de serviço de assistência em escala ou transportadoras aéreas com licença para autoassistência em escala”.
A empresa responsável pela ligação aérea pública regional aceitou, entretanto, pagar as taxas em dívida no Aeródromo Municipal de Cascais quando o Estado a reembolsar valores em dívida referentes ao serviço, “para voltar à operação”.
“A Sevenair prefere esgotar os meios legais que se lhe assistem para falar no fim. Entretanto, como a velocidade da justiça não acompanha e realidade, aceitamos pagar o que nos exigem, logo que o Estado nos reembolsar o que nos deve, para voltar à operação”, já tinha afirmado durante esta interrupção a administração da transportadora num comunicado a que a Lusa teve acesso.

