Moçambicano condenado a 10 anos por entrar na África do Sul com granada

Moçambicano condenado a 10 anos por entrar na África do Sul com granada

Um cidadão moçambicano foi condenado a 10 anos de prisão efetiva na África do Sul por tentar introduzir uma granada de morteiro através do posto fronteiriço de Lebombo, anunciaram as autoridades sul-africanas. O caso remonta a 23 de agosto, quando o moçambicano foi intercetado ao cruzar a fronteira de Ressano Garcia.

© Global Imagens


28/10/2026
por

Lusa

Um cidadão moçambicano foi condenado a 10 anos de prisão efetiva na África do Sul por tentar introduzir no país uma granada de morteiro de uso militar através do posto fronteiriço de Lebombo, anunciaram hoje as autoridades sul-africanas.

 

Segundo a unidade de elite de investigação criminal sul-africana Hawks, o cidadão moçambicano, de 26 anos, declarou-se culpado dos crimes de posse, transporte e importação de um dispositivo explosivo para território sul-africano, tendo sido condenado na segunda-feira pelo Tribunal Regional de Boschfontein, na província de Mpumalanga.

O caso remonta a 23 de agosto, quando o moçambicano foi intercetado ao cruzar a fronteira de Ressano Garcia, sul de Moçambique, no posto fronteiriço de Lebombo, em Komatipoort, do lado sul-africano, durante uma operação conjunta entre a Polícia da África do Sul (SAPS) e a Autoridade Tributária do país (SARS).

De acordo com as autoridades, os agentes detetaram um objeto suspeito escondido na bagagem do viajante, tendo a inspeção revelado uma granada de morteiro de 60 milímetros, uma munição militar normalmente utilizada por forças armadas para ser disparada a partir de um tubo lançador de morteiro.

O projétil tem geralmente entre 25 e 35 centímetros de comprimento e pesa vários quilogramas, transportando uma carga explosiva capaz de provocar mortes e ferimentos graves num raio significativo após a detonação.

A polícia sul-africana considerou o artefacto como uma ameaça séria à segurança pública e à segurança nacional.

A investigação foi conduzida pela unidade de combate ao crime organizado dos Hawks em Nelspruit, que encaminhou posteriormente o processo para julgamento.

O chefe provincial dos Hawks em Mpumalanga, major-general Nico Gerber, considerou a condenação uma “vitória decisiva para a justiça” e um aviso para quem procure utilizar as fronteiras sul-africanas para movimentar armas e explosivos.

Gerber afirmou que a apreensão da granada de morteiro num dos mais movimentados postos fronteiriços da África do Sul evitou uma potencial ameaça às comunidades locais e garantiu que as autoridades continuarão a combater o tráfico de explosivos e armamento.

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