O primeiro-ministro, Luís Montenegro, negou ter falado em “egoísmo” dos manifestantes pela habitação e leu, em Bruxelas, as declarações feitas por si esta semana – depois de as transcrever.
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16/10/2026
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O primeiro-ministro negou ter falado em “egoísmo” dos manifestantes pela habitação que há dias estão no Porto. Luís Montenegro transcreveu o que disse e, aos jornalistas, na Bélgica, disse a quem se dirigiu quando falou de razões “egoísticas”: partidos políticos, movimentos associativos e “organizações no desenvolvimento da sua ação”.
“Tive o cuidado de ir transcrever o que disse. E eu disse isto: ‘Em primeiro lugar, eu já tiver ocasião de dizer, na semana passada, na AR, que espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação de por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, contestação, que não têm, de facto, respaldo na sociedade portuguesa”, afirmou, em Bruxelas, a Bélgica, quando questionado sobre os protestos que têm acontecido em Portugal.
“Dirigi-me a partidos políticos, movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação”, apontou.
“Temos todos o respeito pela expressão de indignação, preocupação, sobre todos os assuntos. E, naturalmente, sobre a habitação. Não é assunto novo no debate político ou desafio novo no nosso país”, apontou.
“Estamos, aliás, muito à vontade porque em dois anos promovemos um conjunto muito significativo de alterações naquilo que é a capacidade de oferta de habitação pública e privada e também nos apoios direcionados à procura de quem deles mais tem carência”.

