Morreu João Marques Pinto, primeiro presidente da Fundação de Serralves

Morreu João Marques Pinto, primeiro presidente da Fundação de Serralves

João Marques Pinto foi “Presidente do Conselho de Administração da Fundação desde a sua criação, em 1989, até 2000, e, posteriormente, Presidente do Conselho de Fundadores”. Em 2019, foi “reconhecido pelo Presidente da República, com a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique”.

© Reprodução / Arquivo Fundação de Serralves


20/07/2026
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Notícias ao Minuto

Fundação de Serralves

Morreu João Marques Pinto, o primeiro presidente da Fundação de Serralves e “uma das figuras mais marcantes da história da instituição.” A notícia foi revelada em comunicado do Conselho de Administração de Serralves enviado esta segunda-feira, dia 20 de julho, às redações.

 

Na nota, na qual se “lamenta profundamente a morte” é recordado que João Marques Pinto foi “Presidente do Conselho de Administração da Fundação desde a sua criação, em 1989, até 2000, e, posteriormente, Presidente do Conselho de Fundadores”.

“João Marques Pinto foi um dos grandes idealizadores e construtores do projeto Serralves, mantendo até ao presente uma ligação ativa à instituição como membro do Conselho de Fundadores e Fundador Patrono”, é destacado.

“Portuense com visão cosmopolita, grande capacidade de liderança e uma profunda convicção no papel transformador da Arte e da Cultura, conduziu a concretização de um projeto então pioneiro em Portugal: uma instituição independente, de vocação internacional, assente numa parceria inovadora entre o Estado e a sociedade civil“, assinala a Fundação, salientando ainda que, “sob a sua presidência foram lançadas as bases institucionais e culturais de Serralves, consolidou-se o seu modelo de participação cívica e mecenática e concretizou-se o Museu de Arte Contemporânea, projetado por Álvaro Siza e inaugurado em 1999.”

“O seu legado permanece vivo em tudo aquilo que Serralves é hoje”

No mesmo comunicado, a Fundação de Serralves destaca que João Marques Pinto “soube reunir pessoas, vontades e instituições em torno de uma visão ambiciosa para a cultura portuguesa, e em particular para a Arte Contemporânea”. “Fê-lo com determinação, inteligência, elegância, capacidade diplomática e um inabalável sentido de serviço público”.

“Quando concluiu o seu mandato, Serralves era já uma instituição aberta ao mundo, reconhecida internacionalmente e preparada para continuar a crescer”, é também considerado.

E prossegue: “O seu legado permanece vivo em tudo aquilo que Serralves é hoje: no seu património; na independência e ambição da instituição; na sua relação com os fundadores, os mecenas, os artistas e o público; e na convicção de que a Cultura é essencial à construção de uma sociedade mais livre, mais desenvolvida e mais humana”. 

Em 2014, a Fundação de Serralves “prestou-lhe uma homenagem pública de reconhecimento pelo papel decisivo que desempenhou na criação e afirmação da instituição” e, “cinco anos mais tarde, em 2019, o seu extraordinário contributo para o país foi igualmente reconhecido pelo Presidente da República, com a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique“.

“A Fundação de Serralves presta, hoje, uma sentida homenagem a um dos grandes responsáveis pela concretização de um projeto que transformou para sempre o panorama cultural português”, termina a nota, assinalando que “João Marques Pinto ficará para sempre na história e na memória de Serralves.”

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