Uma motorista britânica processou a empresa para a qual trabalhava após ter sido afastada do trabalho devido a um episódio de flatulência, que teria causado desconforto entre colegas.
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15/10/2026
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Notícias ao Minuto
Reino Unida
Uma motorista de autocarros britânica processou a empresa para a qual trabalhava depois de ter sido afastada do trabalho na sequência de um episódio de flatulência.
A protagonista da história é Stephanie Bryan. A mulher terá tido uma crise de gases durante o seu turno de trabalho e acabou por ser denunciada pela colega Samantha, que a foi render no turno seguinte.
Segundo reportava esta última, o cheiro que Stephanie deixara no assento do autocarro era de tal forma intenso que quando chegou a casa o marido lhe perguntou o que se passava e a obrigou a lavar a roupa.
Samantha terá reportado o caso à sua chefe, referindo que alguém deveria falar com a sua colega, e alertá-la para a situação, que era incomodativa para os restantes colegas.
Stephanie, que esteve a trabalhar à experiência para a empresa The Big Lemon entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, acabou por ser afastada, alegando-se que esta sofria de problemas de saúde, como depressão, transtorno de personalidade borderline e incontinência urinária, que nunca reportara à entidade patronal. A empresa decidiu não renovar o contrato com a mulher alegando que em causa não estavam os seus problemas de saúde, mas a forma como estes poderiam ter influência na sua condução.
A mulher acabou por apresentar uma queixa contra a empresa, para contestar o despedimento, referindo que se tratou de um caso de discriminação e assédio por deficiência. Porém, o tribunal não lhe deu razão.
O Tribunal do Trabalho de Bristol considerou que a mulher foi abordada de forma correta, quando o problema do caso incontinência fecal lhe foi apresentado, e que terá sido a própria a reagir mal à abordagem que lhe foi feita. Considerou-se também que o motivo pelo qual a empresa não lhe renovou o contrato foi por esta não ter passado com sucesso aos testes de condução segura e não por causa do problema de saúde.
“Na verdade, a demissão ocorreu porque a gerência concluiu, de forma genuína e razoável, que [ela] não tinha concluído satisfatoriamente seu período probatório”, indicou.

