A NATO anunciou hoje a criação de uma plataforma digital que permite aos Estados-membros adquirirem capacidades antidrones de forma mais rápida e eficaz, em resposta ao aumento de ataques.
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05/11/2026
por
Lusa
A NATO anunciou hoje ter lançado uma plataforma comum destinada a permitir os Estados-membros a se equiparem de forma mais rápida e eficaz com capacidades antidrones, na sequência do aumento do número de ataques.
“A ideia é propor uma espécie de experiência de compra, por vezes designada como ‘tipo e-commerce’ [comércio eletrónico, em português], para adquirir, através de um mecanismo muito simples, estes meios antidrones”, explicou aos jornalistas o chefe da divisão de Inovação da Aliança Atlântica, Claudio Palestini.
Com base na experiência, a NATO lançou concursos públicos para selecionar os equipamentos mais eficazes e mais económicos, antes de os apresentar aos membros da aliança.
Foram recebidas cerca de 80 propostas e assinados 16 contratos com cinco empresas do setor da defesa: a ‘start-up’ francesa Alta Ares, a alemã Quantum Systems, as norte-americanas Northrop Grumman e Axon, e a britânica OSL Technology.
Os seus produtos, todos selecionados após uma fase de avaliação que durou vários meses, estão agora disponíveis para compra ou aluguer de longa duração pelos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica.
Estão destinados à proteção de fronteiras ou de locais estratégicos e oferecem diferentes soluções: o bloqueio de sinais ou o recurso a drones intercetores, ou ainda a outros tipos de armamento (artilharia, etc.).
Cada uma destas capacidades custa entre 1,6 e 25 milhões de euros, precisou a NATO.
Os países da Aliança Atlântica comprometeram-se, na cimeira de Haia em 2025, a investir pelo menos 40 mil milhões de dólares (cerca de 37 mil milhões de euros ao câmbio atual) ao longo de cinco anos para reforçar as suas capacidades antidrones.
A Lituânia, a Letónia e a Estónia, antigas repúblicas soviéticas que partilham uma fronteira com a Rússia, registam regularmente intrusões de drones russos no seu território.
A Polónia e a Roménia também foram vítimas dessas mesmas intrusões.
Também o mar Negro tem sido palco de ataques contra navios comerciais.

