O governo da Índia informou que um navio-petroleiro com 15 tripulantes indianos a bordo foi atacado no estreito de Ormuz, sem registo de vítimas. O incidente soma-se a outro ataque contra uma embarcação com 9 marinheiros indianos, ocorrido no Mar Negro.
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16/10/2026
por
Lusa
O governo da Índia informou hoje que um navio-petroleiro com 15 tripulantes indianos a bordo foi atacado quando navegava no estreito de Ormuz, sem registo de vítimas.
Segundo o ministro dos Transportes Marítimos, Sarbanand Sonowal, o navio ‘MT ST 3’ foi “atingido por um projétil no Estreito de Ormuz”, estando os tripulantes indianos em segurança.
O incidente soma-se ao registado contra uma embarcação com 9 marinheiros de nacionalidade indiana, o navio-tanque de produtos químicos ‘YARA J’, atingido quarta-feira por um drone em águas do Mar Negro perto da Roménia.
O ministro salientou que todos os 24 cidadãos indianos envolvidos nos dois incidentes”estão em segurança” e que não houve registo de mortes ou feridos.
“Estamos a acompanhar de perto ambas as situações e a manter um contacto próximo com as empresas que gerem as embarcações, de forma a garantir a segurança e o bem-estar contínuos dos membros da nossa tripulação”, assegurou numa publicação nas redes sociais.
Os Estados Unidos afirmaram que mais de 40 navios comerciais transitaram pelo estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, apesar das restrições e ataques por parte do Irão na região.
“Apesar do ataque [ao navio GFS Pride], os navios comerciais continuam a transitar pelo estreito de Ormuz, cujas rotas principais permanecem livres de minas. Mais de 40 embarcações navegaram pela região nas últimas 24 horas”, afirmou Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), numa mensagem nas redes sociais.
Os norte-americanos denunciaram que o recente naufrágio o navio GFS Pride, com bandeira de Singapura, foi provocado por um míssil disparado pela Guarda Revolucionária iraniana.
O CENTCOM informou que o navio “foi atingido por um projétil da Guarda Revolucionária”, depois de terem afirmado anteriormente que a embarcação afundou depois de colidir com uma mina naval.
“O navio afundou-se enquanto era rebocado em direção à costa”, declarou o Comando.
“Apesar do ataque, os navios comerciais continuam a transitar pelo estreito de Ormuz, cujas rotas principais permanecem livres de minas; mais de 40 embarcações navegaram pela região nas últimas 24 horas”, afirmou o CENTCOM numa mensagem publicada nas redes sociais.
Neste contexto, o Comando norte-americano negou as alegações de Teerão sobre o controlo do estreito de Ormuz, sublinhando que “os Estados Unidos e os seus parceiros regionais controlam o estreito, enquanto os navios comerciais continuam a transitar por esta via, apesar da agressão injustificada da Guarda Revolucionária”.

