Tudo indica que a Meta está a planear anunciar, na próxima semana, uma nova geração dos seus óculos inteligentes. Chamar-se-ão Meta Luna e não contarão com quaisquer câmaras, respondendo assim às críticas que os Meta Ray-Ban têm sido alvo.
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17/09/2026
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Os últimos tempos têm sido “duros” para a Meta no que diz respeito aos seus óculos inteligentes desenvolvidos em colaboração com a Ray-Ban, com os críticos a apontarem para a invasão de privacidade representada pela presença de câmaras nestes gadgets.
Ainda que a empresa esteja a procurar garantir a privacidade de quem se cruza com detentores dos óculos Meta Ray-Ban, a verdade é que as críticas continuam e cresce a desconfiança.
Pois bem, um novo rumor partilhado pelo site The Information indica que a Meta pretende anunciar em breve novos modelos dos seus óculos inteligentes que não contarão com qualquer câmara.
As informações disponíveis indicam que estes óculos se chamarão Meta Luna e serão desvendados oficialmente no evento anual da gigante tecnológica – o Meta Connect – já agendado para 23 e 24 de setembro. Acredita-se que serão lançados no mês de outubro, ainda que não se sabe qual o dia preciso ou em que mercados serão disponibilizados.
No que diz respeito às capacidades dos Meta Luna, diz a publicação que os óculos estarão equipados com seis microfones, assim como saídas de som apontadas aos ouvidos dos utilizadores. Os óculos estarão equipados com a Inteligência Artificial da empresa – a Meta AI – e haverá até um botão numa das hastes que, ao ser pressionado, permitirá ativar este assistente digital.
Teremos de aguardar pela próxima semana para sabermos como serão estes Meta Luna mas, pelos vistos, a gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg está atenta às críticas e à forma como os óculos inteligentes estão a ser percepcionados pelo público geral.
Zuckerberg rejeita apelos para abrandar desenvolvimento de IA
O diretor executivo da Meta, Mark Zuckerberg, rejeitou os apelos crescentes para suspender ou abrandar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), defendendo que mecanismos de mercado e risco de ações judiciais já funcionam como principais travões para eventuais abusos.
Num texto publicado na rede social X, Zuckerberg afirmou que “as pessoas não vão querer usar agentes que não estejam alinhados com os seus interesses, ou que não façam o que lhes pedem”, de modo que os programadores têm “um forte incentivo natural” para tornar os modelos mais fiéis às necessidades dos utilizadores.
O conceito de “alinhamento” refere‑se precisamente ao esforço para que os sistemas se comportem de acordo com a vontade humana.
O fundador da Meta sublinhou que qualquer laboratório que não se concentre nesse alinhamento “ficará para trás” e recordou que a empresa adiou durante meses o lançamento do sistema Muse AI, com agentes personalizados, para reforçar os mecanismos de segurança. “Fizemo‑lo como parte do nosso trabalho diário porque era claramente o correto para as pessoas e para nós”, escreveu.
A discussão sobre a regulação da IA intensificou‑se nas últimas semanas, após incidentes de segurança e sinais de que os modelos começam a evoluir sem intervenção humana. Empresas como OpenAI, Anthropic e Google estudam a criação de um organismo comum para definir normas, enquanto figuras como Dario Amodei, diretor executivo da Anthropic, defendem um abrandamento do ritmo de desenvolvimento.
Zuckerberg contrapõs que a ameaça de processos judiciais já obriga os laboratórios a agir de forma responsável e que a melhor prática da indústria passa por avaliações independentes dos sistemas.
Acrescentou ainda que a Meta recorre a especialistas externos e apelou à criação de um “ecossistema mais vasto e diversificado de avaliadores”, numa crítica indireta à Anthropic, acusada de privilegiar avaliadores próximos da empresa.
A Meta, que este ano investiu até 145 mil milhões de dólares (125 mil milhões de euros) em infraestruturas de IA, tem resistido a qualquer regulação que possa atrasar os seus modelos. Zuckerberg já tinha defendido em agosto que “nenhuma regra deve atrasar a saída dos modelos americanos, nem sequer por um mês”.
A sua posição foi saudada por várias personalidades da Silicon Valley próximas da Casa Branca, que contestam os alertas sobre os riscos da IA e rejeitam os apelos a travar o seu desenvolvimento.

