O presidente da CIP, Armindo Monteiro, defendeu a necessidade de medidas para tornar o investimento público e privado mais atrativo durante a discussão do OE2027, destacando a importância de equilibrar as contas públicas com um foco maior na despesa.
© CIP
08/10/2026
por
Lusa
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) pediu medidas para tornar o investimento público e privado mais atrativo e acredita que ainda há espaço para o fazer durante a discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
“Gostava que tivesse uma visão económica, porque ele tem, naturalmente, uma componente, de autorizar despesas e realizar receitas, mas isso é no âmbito da contabilidade pública”, destacou Armindo Monteiro, em declarações à Lusa.
O dirigente associativo saudou “o esforço do equilíbrio das contas”, mas aquilo que gostaria “era que esse equilíbrio estivesse a ser feito mais pelo lado da despesa do que pelo lado da receita”.
“Estamos neste momento numa necessidade muito grande e tem um nome, chama-se produtividade”, referiu, apontando que há “um défice de produtividade”, mas que não atribui responsabilidades aos trabalhadores.
“Atribuo este défice de produtividade à míngua de investimento, seja ele público, seja ele privado e ao modelo de especialização da economia portuguesa”, referiu.
“Temos nós que transformar estas duas coisas, ou seja, tornando o investimento atrativo em Portugal, seja ele público, seja ele privado”, destacou, apontando que “sendo necessário uma forte transformação do modelo económico, naturalmente precisamos aqui de muitas medidas para conseguirmos estes objetivos”.
Segundo Armindo Monteiro, “agora vai seguir-se a discussão da especialidade e depois a votação”, com o líder da CIP a acreditar que “ainda há espaço para se incluir alguma dessas medidas”.
O Governo entregou hoje na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027, antes do prazo previsto por lei.
A proposta de Orçamento prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.
A proposta vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

