Oito países árabes e muçulmanos condenam violência de colonos israelitas

Oito países árabes e muçulmanos condenam violência de colonos israelitas

Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Paquistão, Egito e Turquia condenaram hoje a “violência contínua e crescente” perpetrada por colonos israelitas contra palestinianos na Cisjordânia.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images


18/06/2026
por

Lusa

Num comunicado conjunto, os oito países condenaram também o incêndio, na quarta-feira, de duas mesquitas situadas a norte de Ramallah, “ataques deploráveis” pelos quais responsabilizaram diretamente as autoridades israelitas.

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito Estados condenaram “nos termos mais veementes” os ataques contra as mesquitas de Jaljulia and Mazra’a al-Nubani, no norte da Cisjordânia.

“[Os ataques] constituem uma clara violação da inviolabilidade dos locais de culto, do Direito Internacional, incluindo o Direito Internacional Humanitário, e das resoluções pertinentes das Nações Unidas”, recordaram no documento.

Os ministros manifestaram ainda “rejeição absoluta” tanto das agressões perpetradas pelos colonos como das políticas de Israel nos territórios palestinianos ocupados.

Na mesma nota, os oito chefes da diplomacia “consideram Israel, enquanto potência ocupante, responsável por estes ataques”, que “alimentam a instabilidade, a violência e o extremismo e comprometem os esforços internacionais para alcançar a paz”.

Neste contexto, apelaram novamente à comunidade internacional para que cumpra o seu dever e “obrigue Israel a travar a perigosa escalada” na Cisjordânia, incluindo a violência dos colonos, a pôr termo às “práticas ilegais” das autoridades israelitas, a “responsabilizar os autores destes crimes” e a garantir que não beneficiam de impunidade.

Os oito países reiteraram igualmente “apoio a todos os esforços destinados a pôr fim à ocupação israelita e a alcançar uma paz justa, duradoura e abrangente baseada na solução de dois Estados, em conformidade com o Direito Internacional”, bem como “solidariedade inabalável” com o povo palestiniano e a concretização dos “direitos nacionais legítimos”, incluindo a criação de um Estado palestiniano independente e soberano dentro das fronteiras de 1967.

Na sexta-feira, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que a violência por parte de colonos israelitas na Cisjordânia atingiu níveis sem precedentes em 2026, com mais de mil ataques que provocaram vítimas ou danos materiais desde o início do ano, afetando mais de 230 comunidades e forçando a deslocação de mais de 2.000 palestinianos.

Este tipo de incidentes aumentou significativamente desde 07 de outubro de 2023, data dos ataques contra Israel liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), embora já nos primeiros nove meses desse ano tivessem sido registados números recorde de palestinianos mortos nestes territórios em duas décadas, desde a Segunda Intifada (2000/05).

logo_nacloset_285_285_4k_webp2

Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.