O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu na segunda-feira um “cessar-fogo permanente” em Gaza entre Israel e o Hamas, dois dias antes do terceiro aniversário do ataque de 07 de outubro de 2023.
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06/10/2026
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Lusa
“É tempo de o cessar-fogo se tornar permanente. É tempo de permitir a entrada de ajuda humanitária em grande escala. E é tempo de respeitar o direito internacional”, afirmou Guterres em comunicado.
“Devemos construir um caminho político para uma paz duradoura em toda a região. As Nações Unidas mantêm-se firmes no seu compromisso com estes imperativos”, acrescentou, apelando ainda à construção de “um futuro em que israelitas e palestinianos possam viver lado a lado em paz e segurança, com os seus direitos, dignidade e aspirações plenamente realizados”.
Os ataques liderados pelo grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita, a 07 de outubro de 2023, descritos como “abomináveis” pelo secretário-geral da ONU, resultaram na morte de mais de 1.200 israelitas, a maioria dos quais civis, e fizeram 250 reféns.
A ofensiva de retaliação lançada por Israel em Gaza fez mais de 74.200 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestiniano, que está sob controlo do Hamas, mas cujos números são considerados fiáveis pela ONU.
“Lamento profundamente as mortes sofridas nos ataques e as dos que morreram em cativeiro. O seu sofrimento e a dor incontável das suas famílias nunca devem ser esquecidos”, escreveu. Guterres, lembrando que, no enclave palestiniano, “os civis continuam a suportar condições intoleráveis. O seu sofrimento também exige que isto termine agora”.
Desde o cessar-fogo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em outubro de 2025, que o futuro político do território permanece incerto.
Israel, que ainda controla a maior parte de Gaza, recusa-se a retirar as suas forças até que se verifique o desarmamento do Hamas.
O Hamas, por sua vez, defende um desarmamento gradual, em vez de uma cedência imediata e unilateral do seu arsenal.
Na sequência do ataque do Hamas, Israel combateu em várias frentes, principalmente no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, bem como contra o Irão.

