Oito polícias mortos por homens armados durante ato eleitoral na Nigéria

Oito polícias mortos por homens armados durante ato eleitoral na Nigéria

Oito polícias foram hoje mortos por homens armados, enquanto estavam mobilizados para garantir a segurança de umas primárias para o Senado no Estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, adiantaram uma autoridade local e um residente.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images


02/11/2026
por

Lusa

Oito polícias foram hoje mortos por homens armados, enquanto estavam mobilizados para garantir a segurança de umas primárias para o Senado no Estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, adiantaram uma autoridade local e um residente.

 

A emboscada ocorreu perto da aldeia de Gidan Kano, numa estrada que liga os estados de Zamfara e Sokoto.

Ibrahim Umar, um morador da zona, relatou à agência France-Presse (AFP) que “os criminosos abriram fogo contra o autocarro em que seguiam os polícias, matando oito deles e levando os restantes para a mata”.

O secretário do conselho local de Maradun, Adamu Kantu Gora, confirmou à AFP o balanço de oito mortos e acrescentou que cinco polícias também foram sequestrados, e outros três ficaram feridos e foram hospitalizados.

O porta-voz da polícia do Estado de Zamfara, Yazid Abubakar, informou que os agentes tinham sido enviados do Estado vizinho de Sokoto para garantir a segurança da votação.

A eleição visava a escolha do candidato ao Senado pelo Congresso de Todos os Progressistas (APC), o partido do presidente Bola Tinubu, na circunscrição de Zamfara-Norte.

O sufrágio foi novamente realizado após a anulação da votação anterior pela justiça, devido a irregularidades.

O ataque ocorre numa altura em que a Nigéria se prepara para as eleições gerais, previstas para janeiro, num cenário de agravamento da violência por parte de grupos armados no noroeste e no centro do país.

Os grupos armados têm intensificado os ataques a aldeias, os raptos para fins de extorsão e as cobranças indevidas nas zonas rurais, onde a presença do Estado é limitada.

Para além destas violências, o país enfrenta a insurgência ‘jihadista’ do Boko Haram, conflitos mortais entre agricultores e criadores de gado, bem como tensões separatistas no sudeste.

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