O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu aos rebeldes huthis que devolvam o corpo de um funcionário da ONU, Mohamad al Shami, falecido sob custódia daqueles após ter estado detido durante mais de dois anos.
© KAREN MINASYAN / AFP via Getty Images
06/11/2026
por
Lusa
O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu hoje aos rebeldes huthis que entreguem o corpo de um funcionário da ONU, Mohamad al Shami, falecido sob custódia daqueles, depois de ter estado detido durante mais de dois anos.
O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, confirmou que o cadáver de Al Shami, retido juntamente com outros trabalhadores humanitários e pessoal diplomático desde junho de 2024, “continua sob a custódia das autoridades huthis” e que já há uma “pessoa de contacto” das Nações Unidas “a falar com os huthis” para tentar que aceitem devolver o corpo.
Questionado sobre “alguma razão” pela qual os huthis se opõem a isto, Dujarric demonstrou o seu firme desagrado. “Que razão poderia haver? Não há nenhuma razão para continuarem a reter 70 dos nossos colegas, e não consigo imaginar nenhuma razão pela qual alguém quisesse continuar a reter o cadáver de uma pessoa. O seu cadáver deve ser devolvido à sua família o mais rápido possível”, afirmou.
Por isso, o porta-voz reiterou o “apelo” da organização e do secretário geral, o português António Guterres para que realizem uma “investigação rápida, independente, imparcial e eficaz sobre as circunstâncias da sua morte”.
Além disso, apelou ao grupo para devolver o corpo sem vida de Al Shami à sua família “sem mais demora, permitindo assim um funeral digno”.
Al Shami é o segundo profissional da ONU “que faleceu quando se encontrava detido arbitrariamente pelos huthis. Isto suscita graves preocupações sobre a segurança e o bem-estar de todos os outros colegas e do restante pessoal humanitário que se encontra retido numa situação semelhante, em particular aqueles que sofrem de doenças graves”, alertou na véspera Dujarric.

