Os alimentos que reduzem a inflamação crónica (e asseguram longevidade)

Os alimentos que reduzem a inflamação crónica (e asseguram longevidade)

Estudos recentes mostram que a ingestão de fibra pode ter contributos muito amplos. Afinal, segundo estes especialistas, o motivo “mais óbvio e surpreendente” de consumir estes alimentos não está somente relacionado com a digestão e com o desempenho do metabolismo.

© Shutterstock


22/08/2026
por

Inês Morais Monteiro

A ingestão de fibra não ajuda apenas o seu metabolismo a trabalhar. Segundo revelam alguns nutricionistas ao Prevention, os alimentos ricos em fibra podem ter uma importância muito mais ampla.

 

O motivo “mais óbvio e surpreendente” para o consumo destes alimentos prende-se com a possibilidade de ajudarem a “reduzir a inflamação crónica e ainda assegurarem a longevidade.”

A nutricionista Vanessa Imus da Integrated Nutrition for Weight Loss em Bothell esclarece a relação do consumo de fibra com a longevidade.

Na medida em que as fibras facilitam um “trabalho rápido do metabolismo”, a especialista garante que isso se “reflete numa redução da inflamação crónica” que é, normalmente, associada a um dos principais fatores que contribuem para muitas das doenças crónicas como cancros.

“Ao conseguirmos reduzir a inflamação, teremos mais possibilidades de prevenir doenças crónicas e viver uma vida mais longa e saudável”, sublinham e fundamentam a premissa com base em estudos publicados no International Journal of Molecular Sciences, que confirmaram que “dietas ricas em fibras estão ligadas a níveis mais baixos de inflamação corporal.”

Como é que decorre esse processo no organismo?

“A fibra é fermentada por bactérias no intestino e transformada em compostos chamados ácidos gordos de cadeia curta”, explica Imus.

Em simultâneo, “esses compostos ajudam a manter a integridade da barreira intestinal, a regular a função imunológica e ainda reduzir as vias de sinalização inflamatória.”

De que forma é que isso pode impactar na longevidade?

Estudos recentes publicados na revista Nutrients associam uma melhor qualidade de vida, e mais longa, com uma redução do risco de doenças cardíacas associadas a um aumento da ingestão de fibras. 

“A fibra, mais especificamente a fibra solúvel, ajuda a ligar o excesso de colesterol e a expulsá-lo do corpo”, explica Imus. Posteriormente, “isso poderá ajudar a regular de forma natural os níveis de triglicerídeos e colesterol no sangue, o que pode reduzir, portanto, o risco de doenças cardíacas.”

Então que alimentos (ricos em fibra) deve priorizar?

A resposta é muito simples para estes especialistas: Todos. No fundo, o que sugerem é que procure alternar o tipo de nutrientes que inclui na sua dieta.

Desde leguminosas, como feijão, grão-de-bico, lentilhas e ervilhas a aveia, ou frutas como abacate, frutos vermelhos e brócolos.

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Inês Morais Monteiro | 17:03 – 14/08/2026

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