Shalev Hulio, que foi CEO da NSO Group até 2022, acredita que os países fora dos EUA não deviam depender de empresas norte-americanas para terem a sua própria Inteligência Artificial.
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28/10/2026
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O cofundador e ex-CEO da empresa israelita NSO Group – mais conhecida por ser responsável pelo “spyware” Pegasus – afirmou que os países devem criar a sua própria Inteligência Artificial ao invés de dependerem de empresas dos EUA.
Shalev Hulio, que abandonou o cargo de CEO da NSO Group em 2022, afirma em entrevista ao Financial Times que “todos os governos devem ter o seu próprio modelo” de Inteligência Artificial.
“Não deviam arriscar que alguém um dia acorde e desligue o seu modelo porque a Inteligência Artificial é uma infraestrutura crítica”, explicou Hulio. “Queres conseguir controlar a tua própria Inteligência Artificial”.
É bom sublinhar que, desde que abandonou a NSO Group, Hulio colaborou para fundar a Dream – uma empresa que começou por desenvolver ferramentas de Inteligência Artificial para fortalecer as defesas de segurança de entidades governamentais.
“Estamos a dizer a entidades dentro dos governos que deves ter um modelo muito específico, mas muito inteligente que possa ser executado rapidamente com um, dois ou três GPUs”, afirmou Hulio.
É importante lembrar que a NSO Group continua a ser criticada pelo desenvolvimento do software espião Pegasus, o qual foi usado para explorar vulnerabilidades no WhatsApp em milhares de dispositivos pertencentes a oficiais governamentais. Entretanto, a NSO Group entrou na “lista negra” dos EUA e continua a ser motivos de fortes críticas não só na União Europeia, como também nas Nações Unidas.

