SPD, Verdes e A Esquerda chegaram a um acordo para combater o antissemitismo em Berlim, condição imposta pelas formações centristas para negociar um governo tripartido na região. O comunicado conjunto afirma que o direito de Israel à existência é “inegociável”.
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08/10/2026
por
Lusa
Os partidos alemães SPD e Verdes (centro-esquerda) e A Esquerda (radical) chegaram hoje a um acordo para combater o antissemitismo na cidade-estado de Berlim, condição imposta pelas duas formações centristas para negociar um governo tripartido na região.
“Protegemos a vida dos judeus, reforçamos a coesão social e trabalhamos pela paz e pelo entendimento”, afirmaram os partidos num comunicado conjunto ao anunciar o acordo, que considera “inegociável” o direito de Israel à existência.
Os representantes e deputados das três forças políticas que não cumpram os princípios acordados poderão enfrentar a expulsão, segundo informaram os partidos, que se comprometeram ainda a manter uma “distância clara” de pessoas ligadas ao crime organizado.
A Esquerda venceu as eleições de 20 de setembro, obtendo 25,7% dos votos e derrotando a CDU (centro-direita), partido do chanceler Friedrich Merz que governava a cidade-estado.
Um acordo de coligação com os Verdes e o SPD permitiria à sua candidata, Elif Eralp, tornar-se a primeira presidente da Câmara de Berlim oriunda da esquerda radical, mas as acusações de alegado antissemitismo do partido complicaram as negociações.
A polémica intensificou-se após uma festa do partido na noite das eleições ter contado com a presença do líder de um clã de origem árabe — alegadamente ligado ao crime organizado — e de um ativista pró-Palestina suspeito de ligação à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), classificada como grupo terrorista pela União Europeia.

