Um português foi detido na Hungria por agredir o padrasto da namorada. O caso aconteceu em Borsod, para onde o suspeito tinha viajado para estar com a jovem e conhecer o filho recém-nascido. Agressão foi tão violenta que a vítima ficou em risco de vida.
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30/10/2026
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Um português que viajou para a Hungria para visitar a namorada após o nascimento do filho, pode vir a ser condenado no país a pena de prisão efetiva, por ter agredido o padrasto da jovem com tanta violência que este correu risco de vida.
O caso remonta a outubro de 2024, mas a acusação só foi divulgada ontem, quinta-feira, 29 de outubro, cerca de dois anos após o crime. Segundo o Daily News Hungary, o réu, que é português mas residente nos Países Baixos, foi até à Hungria para estar com a companheira, que tinha viajado para o país de origem para ter o filho do casal.
Após o parto, a jovem e o namorado ficaram em casa da mãe e do padrasto, localizada em Borsod. Tudo corria bem até que o português começou a beber com o dono da casa, na cozinha.
Os dois falavam por gestos, uma vez que não dominavam a língua um do outro. Por motivos desconhecidos, a situação acabou por resultar numa discussão acalorada.
A certa altura, o português deu uma bofetada no padrasto da namorada e os dois exaltaram-se. A vítima dirigiu-se ao carro, com a mulher, para saírem do local. Mas o português, segundo a acusação, seguiu-os, atirou um saco de milho ao para-brisas do veículo e ameaçou cortar o pescoço à vítima, sempre por meio de gestos.
O condutor saiu do carro e tentou manter o rival à distância, com uma pá. O português arrancou-lhe a ferramenta das mãos e partiu o vidro traseiro do carro.
A vítima tentou fugir mas o réu alcançou-o e socou-o, segundo o Ministério Público (MP) húngaro, “repetidamente na cabeça e com força considerável”. Com o padrasto da namorada já no chão, pontapeou-o, inclusive nas costelas.
A agressão só parou quando a polícia chegou, alertada pelos familiares. A vítima foi transportada de ambulância para o hospital, onde teve de ser operado de urgência. A acusação diz que só não morreu “por sorte”, uma vez que as lesões provocadas podiam ter sido fatais.
O português não possui antecedentes criminais. Apesar disso, o MP pediu que seja condenado a pena de prisão efetiva, por tentativa de homicídio e proibido de ocupar cargos públicos.
O caso segue agora para tribunal. Para já, ainda não há dada para o julgamento.

