Presidenciais na Bulgária marcadas por dificuldades económicas e guerra

Presidenciais na Bulgária marcadas por dificuldades económicas e guerra

Os búlgaros elegeram hoje o próximo presidente, numa eleição marcada pela crise económica e pelos ataques de drones no mar Negro, que geraram preocupações sobre a segurança do país.

© Getty Images


25/10/2026
por

Lusa

Os búlgaros foram hoj às urnas para eleger o próximo presidente, numa campanha centrada nas crescentes dificuldades económicas e nos ataques de drones contra embarcações no mar Negro.

 

A votação servirá também como o primeiro grande teste para o partido “Bulgária Progressista”, alinhado com Moscovo e apoiado pelo primeiro-ministro Rumen Radev, após o triunfo nas eleições parlamentares de abril.

Apesar de um número recorde de candidatos, espera-se que a disputa seja decidida numa segunda volta entre a atual presidente, Iliana Yotova (apoiada pelo partido de Radev), e o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov (apoiado pelos partidos da oposição pró-ocidental).

A campanha concentrou-se intensamente na invasão da Ucrânia pela Rússia e no alargamento das hostilidades no mar Negro, onde os recentes ataques de drones contra embarcações comerciais, junto à costa búlgara, elevaram as preocupações com a segurança no país, que é membro da União Europeia e da NATO.

Os ataques geraram receios quanto às intenções da Rússia de escalar o conflito, levando o governo a solicitar assistência aos seus parceiros para reforçar a segurança marítima.

Os candidatos procuraram também abordar a ansiedade da população face à subida dos preços da energia e da inflação, num cenário em que muitas famílias, sobretudo nas zonas rurais, enfrentam dificuldades para suportar as suas despesas básicas.

As mesas de voto abriram às 07:00 (05:00 em Lisboa) e encerrarão às 20:00 (18:00 em Lisboa). Logo após o encerramento, serão divulgadas as primeiras sondagens à boca das urnas e a expectativa é que os resultados preliminares sejam conhecidos na segunda-feira.

É provável que a eleição siga para uma segunda volta, uma vez que nenhum dos 27 candidatos deverá garantir a vitória logo hoje.

A taxa de participação precisa de ultrapassar os 50% do total de 6,6 milhões de eleitores inscritos, e o vencedor tem de obter a maioria dos votos.

A estimativa de participação para hoje é inferior a 40%, o que indicaria a realização de uma segunda volta em 01 de novembro.

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