O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, pretende endurecer a legislação sobre manifestações, inspirando-se no modelo francês, que responsabiliza financeiramente os autores de vandalismo, num momento de crescente protesto no país.
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25/10/2026
por
Lusa
O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, pretende endurecer, nos próximos dias, a legislação que regula as manifestações, inspirando-se no modelo francês, que responsabiliza financeiramente os autores de atos de vandalismo, numa altura em que se sucedem protestos no país.
“Quem optar por permanecer numa multidão” que cometa atos de violência e saques em espaços públicos, ou que “oculte a identidade”, terá de pagar uma multa superior a 500 euros, declarou num vídeo transmitido hoje, pelas redes sociais.
A medida aplicar-se-á a todo tipo de manifestação “que resulte em danos materiais”.
Segundo a proposta, a polícia também terá autorização para “restringir manifestações por até 72 horas” em determinadas áreas, “em caso de risco iminente de violência”, acrescentou o líder socialista, que está no poder desde 2013.
O texto, que será apresentado na próxima semana, prevê ainda uma “indemnização imediata a pequenas empresas”, assim como a “suspensão” de pessoas que “incentivem, organizem ou coordenem a participação de estudantes menores de idade em manifestações”.
Professores manifestaram apoio às reivindicações apresentadas por estudantes do ensino médio, no âmbito de um movimento de protesto pacífico contra o governo, que ocorre desde maio neste país dos Balcãs.
Desde meados de outubro, em Tirana, a capital, os manifestantes têm desafiado a polícia e atacado prédios públicos durante protestos contra a corrupção e por melhores condições de estudo.
No sábado, durante a última manifestação, 23 pessoas foram detidas, segundo a polícia. Outras 13 enfrentam processos judiciais e 30 estão a ser “procuradas”.

