Rede social X de Elon Musk tem uma nova app financeira. Chama-se X Money

Rede social X de Elon Musk tem uma nova app financeira. Chama-se X Money

A X Money estava até aqui em fase beta e acessível apenas para quem tivesse convite. Agora, a app foi lançada nos EUA para os subscritores do Premium e do Premium+ da rede social X.

© Shutterstock


28/07/2026
por

Miguel Patinha Dias, Lusa

Desde o começo que Elon Musk olhou para a rede social X com o potencial de a transformar numa “super app”, onde os utilizadores pudessem não só manter-se a par da atualidade, como também de enviar mensagens e tratar da sua vida financeira.

 

Depois do lançamento do XChat, eis que a empresa de Musk lançou oficialmente a X Money – uma aplicação financeira que permite aos utilizadores enviarem e receberem dinheiro, além de terem o seu próprio cartão de débito da Visa.

Como conta o site 9to5mac, a X Money estava até aqui em fase beta e também limitado a quem fosse convidado para experimentar o serviço.

“A Odisseia”. Filme foi partilhado de forma ilegal na rede social X

A publicação original com a cópia não autorizada de “A Odisseia” foi vista por 2,1 milhões de pessoas nas primeiras duas horas e meia após a partilha. A publicação já foi removida, mas a Universal Pictures disse já que tomará “todas as medidas adequadas”.

Miguel Patinha Dias | 08:41 – 28/07/2026

A app foi agora lançada para todos os subscritores dos planos Premium e Premium+ nos EUA. Ao juntarem-se ao serviço, cada utilizador receberá 15 dólares e é emitido um cartão virtual do X para ser adicionado ao Apple Pay do iPhone. Além disso, os subscritores do Premium+ terão até 6% de juros nas suas contas.

Não se sabe ainda quando (ou se) a X Money virá a ser lançada para todos os utilizadores do X. No entanto, é provável que a empresa de Musk não demore muito a lançar a app em mais mercados.

X tem seis meses para cumprir exigências da União Europeia

A Comissão Europeia aceitou hoje o plano apresentado pela plataforma X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de investigadores aos dados, previstas na Lei dos Serviços Digitais, dando à plataforma seis meses para o implementar.

No comunicado em que anuncia a aceitação do plano, o executivo comunitário refere que as medidas aprovadas “representam um passo importante” para permitir que investigadores, organizações da sociedade civil e o público em geral tenham “maior transparência sobre os sistemas do X”, nomeadamente para monitorizar os riscos sistémicos da plataforma e avaliar o seu impacto nos utilizadores e na sociedade europeia.

A decisão surge na sequência da conclusão da Comissão Europeia de que a plataforma violou a Lei dos Serviços Digitais e da aplicação de uma multa em dezembro de 2025.

A Lei dos Serviços Digitais é a legislação da União Europeia que estabelece um conjunto de regras para as plataformas digitais, impondo obrigações de transparência, combate a conteúdos ilegais e proteção dos utilizadores, além de prever mecanismos de supervisão e a aplicação de coimas elevadas em caso de incumprimento.

Segundo Bruxelas, o X (antigo Twitter) comprometeu-se a reforçar o seu repositório de publicidade, introduzindo melhores funcionalidades de pesquisa, tempos de resposta mais rápidos, mais informação sobre os anúncios publicados e acesso aos dados através de uma interface de programação de aplicações.

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A empresa em questão encontra-se sediada no estado da Florida, nos EUA, e atua na área dos combustíveis fósseis. Dada a sua imagem enquanto defensor de energia renováveis, é possível que Musk queira ter feito o negócio em segredo.

Miguel Patinha Dias | 08:24 – 16/07/2026

A empresa garantiu ainda que vai facilitar o acesso de investigadores elegíveis a dados públicos, através da aceleração do processo de análise dos pedidos, da disponibilização gratuita dos dados e da alteração dos termos de utilização para deixar de proibir contratualmente a recolha de informação pública para fins de investigação.

As alterações serão sujeitas a uma auditoria externa independente, cujos resultados terão de ser entregues à Comissão Europeia.

Caso a auditoria identifique recomendações, o X ficará obrigado a implementá-las.

No entanto, o Conselho dos Serviços Digitais, órgão que junta as autoridades nacionais responsáveis pela aplicação da nova lei comunitária, considerou que o plano de ação é apenas “parcialmente adequado” e entendeu que as medidas relativas à auditoria, e consequentemente o plano no seu conjunto, são “insuficientes para resolver as infrações”.

Bruxelas afirmou, porém, que teve em conta esse parecer e esclareceu vários aspetos que a empresa terá de considerar durante a execução do plano.

“A Comissão acompanhará de perto os progressos, em particular sobre as questões levantadas pelo Conselho”, adiantou o executivo comunitário, acrescentando que manterá igualmente informados o Conselho dos Serviços Digitais e os coordenadores nacionais dos serviços digitais sobre a implementação das medidas.

O X dispõe agora de seis meses para concretizar os compromissos assumidos e, concluído esse período, terá de apresentar à Comissão Europeia uma auditoria que comprove a aplicação das medidas previstas no plano de ação.

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