O ministro da Defesa britânico afirmou hoje que o compromisso com as ilhas Falkland (Malvinas) “é absoluto e inabalável” e relativizou a declaração do Presidente argentino, Javier Milei, sobre o território como “política interna”.
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04/09/2026
por
Lusa
Falkland
“As Falkland são britânicas porque os habitantes optaram por ser britânicos”, escreveu Wes Streeting nas redes sociais, sublinhando que “o compromisso” do Reino Unido com as ilhas “é absoluto e inabalável”.
“A declaração de Milei, feita durante a noite, diz-nos mais sobre a política interna da Argentina do que sobre as ilhas Falkland”, acrescentou.
O Presidente argentino reiterou na quinta-feira à noite, durante uma comunicação televisiva, a reivindicação do país sobre a soberania das ilhas Malvinas (Falkland), localizadas ao largo do país sul-americano.
Para exercer pressão sobre Londres, Milei anunciou sanções contra as empresas que explorarem recursos naturais nas Malvinas e prometeu a construção de uma base militar num dos pontos continentais mais próximos do arquipélago do Atlântico Sul.
Milei antecipou que procurará que as sanções se apliquem a outras atividades nas Malvinas, cuja economia se baseia na pesca, no turismo de cruzeiros e na criação de ovinos.
O arquipélago do Atlântico Sul, designado na Argentina como Malvinas e no Reino Unido como Falkland, é reivindicado pelos dois países, que travaram uma guerra de 10 semanas por esse território em 1982.
A ditadura militar argentina invadiu as Malvinas em 1982, mantendo o controlo das ilhas durante 73 dias antes de as forças britânicas as reconquistarem, numa guerra que causou a morte de 649 soldados argentinos e 255 britânicos.
A reivindicação da Argentina sobre as ilhas foi inscrita na Constituição do país.
O Reino Unido administra as Malvinas desde 1833 e defende que os habitantes devem determinar o seu estatuto.
Nas ilhas, situadas a 480 quilómetros da costa argentina, vivem cerca de 3.500 pessoas e num referendo em 2013, 99,8% votaram a favor de permanecerem como território britânico.

