Rui Borges ao ataque no Sporting: “Não caí aqui de paraquedas”

Rui Borges ao ataque no Sporting:

No dia em que igualou as oito vitórias de Ruben Amorim no comando técnico do Sporting, ao bater o Lens, na Liga dos Campeões, por 0-2, Rui Borges garante que irá “bater outros recordes quaisquer”, explica a troca de Rui Silva por Kaique Pereira e ainda de um… “palhaço”.

© Getty Images


14/10/2026
por

Carlos Pereira Fernandes

Rui Borges igualou, esta terça-feira, Ruben Amorim como o treinador do Sporting com mais vitórias de sempre na Liga dos Campeões (oito, mais precisamente), ao levar a melhor sobre o Lens, em pleno Stade Bollaert-Delelis, por 0-2 (graças aos golos de Luis Suárez e Issa Doumbia), em jogo a contar para a segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.

 

Desafiado a comentar este feito, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, o treinador leonino partiu para o ataque: “É o sentimento de felicidade por ter ganho um jogo de Liga dos Campeões. E sei das dificuldades que é ganhar estes jogos, especialmente fora de casa, num grupo com muitos miúdos novos”.

“Conseguirmos manter esta competitividade é fantástico. Deixa-me feliz. Em termos individuais, sinceramente, fico feliz e, se Deus quiser, hei de bater outros recordes quaisquer. Pelo que tem sido o meu trajeto… Estou aqui por muita competência e trabalho, não caí aqui de paraquedas. É um bocadinho para esses ‘Bernardos’ da vida”, atirou.

O mirandelense aplaudiu, de resto, a maneira como a equipa se apresentou, em solo francês: “A equipa manteve sempre a tranquilidade. Disse que, hoje, era preciso ter coragem, ambição e humildade, e nunca faltou isso à equipa. Depois sabíamos que podíamos ferir o Lens nos espaços que davam e até podíamos ter feito mais golos com mais qualidade”.

“O Luis [Suárez], o Geny [Catamo], na tomada de decisão… São dois jogadores que fazem a diferença e que, se estivessem no seu normal, poderíamos ter ferido ainda mais o Lens. Em alguns momentos, conseguimos abrandar o jogo, obrigar o Lens a baixar… Estou feliz, porque cumpriram à regra o que foi pedido e souberam perceber o que o jogo ia proporcionar, e mantiveram-se fiéis a isso”, acrescentou.

“Kaique Pereira dá mais caraterísticas para estes jogos”

Perante os jornalistas, Rui Borges explicou, de seguida, os motivos que o levaram a apostar na titularidade do estreante Kaique Pereira na baliza, em detrimento de Rui Silva: “Temos quatro guarda-redes. O Kaique deu uma boa resposta. Teve muito a ver com o momento [do Rui Silva], mas também a característica do jogo”.

“Sabíamos que podíamos estar mais tempo num bloco mais baixo, e o Kaique dá mais caraterísticas para estes jogos. Sai mais dos postes do que o Rui. E, na defesa da área, era importante ter alguém que desse essa segurança. É muito por aí. No futuro, logo se verá. Tanto um como o outro darão sempre a resposta”, sublinhou.

“Irankunda é um palhaço”

A terminar, o mirandelense elaborou sobre o sentido abraço que deu ao reforço de verão Nestory Irankunda, após o apito final: “Tem feito bons jogos, e, hoje, fez um grande jogo. Vem da segunda divisão inglesa e não estava habituado a jogar na Liga dos Campeões. Dei-lhe um abraço porque ele se estava a rir”.

“É um ‘palhaço’, no bom sentido, está sempre a rir-se e feliz. Tomou a melhor decisão em vir para o Sporting, e nós estamos muito felizes com um miúdo que tem muito potencial. Não tenho dúvidas de que irá ter cada vez mais impacto nas decisões da equipa”, concluiu.

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