Sánchez considera que “voz da ibero-américa é muito necessária”

Sánchez considera que

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, destacou hoje a importância da voz da comunidade ibero-americana em questões multilaterais, como a regulação da Inteligência Artificial e a mitigação das alterações climáticas.

© Alberto Ortega/Europa Press via Getty Images


04/11/2026
por

Lusa

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, considerou hoje que é “muito necessária” a voz da comunidade ibero-americana para dar resposta a questões multilaterais, como a regulação da Inteligência Artificial (IA) ou a mitigação do impacto das alterações climáticas.

 

“É muito necessária a voz da ibero-américa. Penso que dentro do sistema das Nações Unidas mas também de espaços multilaterais como este é muito importante que cheguemos a pontos de encontro e a acordos como o desta semana relativo à Inteligência Artificial”, disse Sánchez.

O líder do executivo espanhol falava num encontro empresarial em Madrid paralelo à 30.ª Cimeira Ibero-Americana, numa sessão em que estiveram outros chefes de Governo, incluindo o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

Sánchez referia-se aos acordos que previsivelmente serão ratificados na quinta-feira pelo plenário da cimeira ibero-americana.

O Governo espanhol espera que sejam fechados e ratificados “cinco grandes resultados”, materializados em vários acordos como o que cria a rede ibero-americana de redução do risco de desastres e proteção civil, uma proposta apresentada por Portugal.

Deverá ainda sair da cimeira uma “aliança ibero-americana para a Inteligência Artificial”, um acordo para a “mobilidade académica”, outro sobre cuidados e apoio social e uma nova estratégia de cooperação entre os países ibero-americanos.

Sánchez disse hoje que “infelizmente há potências importantes” a desrespeitar e desprezar o direito internacional e o multilateralismo quando há desafios e problemas comuns a que é preciso dar respostas multinacionais, como é o caso das alterações climáticas ou a regulação da Inteligência Artificial.

Sobre a IA, sublinhou o potencial impacto nos processos produtivos, cadeias de abastecimento ou postos de trabalho, para insistir na importância de uma regulação e de um “contrato social que case a exigência de aumentar a produtividade das empresas com os direitos laborais e dos trabalhadores”.

“A tecnologia tem de estar serviço dos cidadãos”, sublinhou, antes de insistir “no excesso de poder económico e político” que têm atualmente ou estar a concentrar os “tecnoligarcas”, uma mensagem que tem repetido nos últimos meses.

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.