O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se hoje profundamente chocado e entristecido com o massacre em Cracóvia, na Polónia, que provocou seis mortos e 16 feridos. O ataque, considerado de natureza terrorista, foi condenado pela ONU e pela comunidade internacional.
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08/11/2026
por
Lusa
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou-se hoje “profundamente chocado e entristecido” com o massacre perpetrado no sábado em Cracóvia, na Polónia, que provocou seis mortos e 16 feridos.
António Guterres “condena firmemente este ato de violência insensato e apresenta as mais sinceras condolências às famílias das vítimas, bem como ao Governo e ao povo polacos”, declarou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, num comunicado.
De acordo com as autoridades, o autor do ataque é um polaco de 24 anos “fascinado” pelas ideias da extrema-direita, suspeito de ter provocado um total de nove mortos, depois de terem sido encontrados os corpos dos pais e da irmã na residência da família, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
Na sequência do tiroteio no centro histórico de Cracóvia, o Ministério Público polaco anunciou hoje a abertura de um inquérito por um ato de “caráter terrorista”.
Os procuradores vão investigar, entre outros crimes, o homicídio das seis pessoas, considerado uma ação de natureza terrorista, e a morte de outras três pessoas na residência do alegado atirador, em Ostrowiec Swietokrzyski, segundo um comunicado oficial.
O governador da província da Pequena Polónia, Krzysztof Jan Klęczar, indicou que quatro das seis vítimas mortais são polacas, uma é britânica e a sexta também estrangeira.
Trata-se de quatro mulheres e dois homens, com idades entre os 32 e os 61 anos.
Entre os 16 feridos encontram-se 11 cidadãos polacos e cinco estrangeiros, incluindo uma portuguesa de 74 anos, que foi operada e se encontra hospitalizada, mas livre de perigo, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O estado de saúde de 14 feridos é estável, enquanto um se encontra em estado grave e outro em estado crítico, sendo este último o alegado autor do ataque, baleado pela polícia quando tentava fugir num automóvel.
O suspeito foi submetido a várias cirurgias e permanece em estado crítico, enquanto os dois polícias que o conseguiram intercetar também se encontram em estado grave.
O ataque ocorreu na zona histórica de Cracóvia, quando o suspeito abriu fogo indiscriminadamente contra pessoas que se encontravam na rua, tendo sido posteriormente intercetado pela polícia.
As autoridades indicaram que o suspeito terá agido sozinho e era fascinado por ideologias de extrema-direita, defendendo posições radicais, tendo encontrado outras armas e uma grande quantidade de munições no seu automóvel.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, anunciou no sábado dois dias de luto nacional, hoje e segunda-feira, e classificou o ataque como “um ato de terrorismo”, afirmando que a Polónia nunca tinha registado um caso daquela natureza e gravidade.
Por seu turno, o Presidente polaco, Karol Nawrocki, manifestou “enorme preocupação” com o sucedido e pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias do ataque, sublinhando que a segurança dos cidadãos é uma prioridade absoluta.

