O rei de Espanha assinalou, esta quinta-feira, que o país sofreu, “mais uma vez, um duro golpe”, face ao acidente ferroviário de ontem que vitimou pelo menos 74 pessoas, mas que é necessário “continuar a avançar”.
© Getty Images
29/10/2026
por
Notícias ao Minuto
O rei de Espanha, Felipe VI, vincou, esta quinta-feira, que o país sofreu, “mais uma vez, um duro golpe”, face ao acidente ferroviário que vitimou pelo menos 74 pessoas, mas ressalvou que é necessário “continuar a avançar”, pese embora “sem nunca esquecer a ferida que nos deixam tantas pessoas que morreram”.
“Queríamos dedicar algum tempo às famílias e aos feridos que se encontram aqui. Perante esta angústia e tristeza que todos sentimos pela tragédia de Adamuz, queremos manifestar o nosso respeito, o nosso pesar pelas pessoas que morreram e pelas suas famílias. Neste momento, o mais importante é acompanhar e dar carinho aos feridos e a todos os que os acompanham”, começou por dizer o monarca, que se fez acompanhar pela rainha Letizia Ortiz, à saída do Hospital de Toledo, onde se encontram mais de 20 feridos.
Felipe VI agradeceu ainda “a todos aqueles que prestaram assistência, a todos os que continuam a trabalhar para resgatar, identificar os corpos, prestar cuidados aos feridos, dar apoio psicológico, e a fazer o possível para dar alento às famílias”, ao mesmo tempo que assinalou que, “como sociedade, sofremos mais uma vez um duro golpe”.
“Temos de continuar a avançar, mesmo com esta dor, sem nunca esquecer a ferida que nos deixam tantas pessoas que morreram, que nos fazem falta, que fazem falta às suas famílias, a todo o país. Vamos seguir em frente com a sua memória, com a dor pela sua perda. Façamo-lo juntos, unidos. Façamo-lo também com dignidade e com rigor”, disse.
O monarca garantiu que “existe, evidentemente, uma investigação em curso”, que “deverá determinar como e por que razão ocorreu esta catástrofe”.
“Será necessário estudar as medidas a adotar para que isto não volte a acontecer”, vincou.
O chefe de Estado e a mulher cancelaram toda a agenda pública até sexta-feira. O monarca estava em Bétera, Valência, onde assistia a exercícios numa base militar, e regressou a Madrid para poder “acompanhar a emergência e conhecer mais pormenores” sobre o acidente.
De notar que, segundo o último balanço da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários de Espanha (CIAF), pelo menos 74 pessoas morreram na sequência da colisão entre dois comboios de alta velocidade em Toledo, na manhã de quarta-feira.
Há ainda registo de mais de 100 feridos, 60 dos quais já tiveram alta hospitalar. Ainda assim, 50 permanecem internados, 15 dos quais em “estado crítico”, em Unidades de Cuidados Intensivos.
Tratou-se do segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas e que foi hoje mencionado por Felipe VI durante as declarações aos jornalistas.
[Notícia atualizada às 16h54]
