Startups dos países de língua portuguesa integram seis das oito finalistas da categoria de empresas da sexta edição da competição sino-lusófona 929 Challenge em Macau, anunciou hoje a organização.
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06/11/2026
por
Lusa
startups lusófonas
‘Startups’ dos países de língua portuguesa integram seis das oito finalistas da categoria de empresas da sexta edição da competição sino-lusófona 929 Challenge em Macau, anunciou hoje a organização.
Os oito projetos selecionados incluem quatro do Brasil, duas de Portugal e duas da China continental, revelou nas redes sociais a organização do concurso, cuja final vai decorrer a 04 de dezembro.
As finalistas portuguesas incluem a Azores Life Science, que produz cosméticos com recursos naturais do arquipélago dos Açores, e a ByonLink, que cria processadores avançados para próteses robóticas.
Outras candidatas são a Complear, que ajuda empresas de saúde digital a cumprir as exigências dos reguladores, e a Scubic, que procura melhorar a eficiência energética em edifícios públicos.
A Dermamatica, que usa inteligência artificial (IA) para o rastreio a três dimensões do cancro da pele, volta a Macau, onde em junho já tinha sido distinguida num outro concurso de empreendedorismo, para empresas de Brasil e de Portugal.
Do Brasil vêm a Manycontent, que usa IA para marketing e vendas nas redes sociais, e a Phycolabs, que transforma algas em produtos têxteis, enquanto a moçambicana Xa Nene usa larvas de moscas para tornar lixo orgânico em comida para animais.
Rizzolio destacou a presença forte de projetos de biotecnologia, uma área onde Portugal e Brasil se destacam, algo que “é muito bom porque [para] a China é um dos setores estratégicos”.
As finalistas portuguesas incluem a HydroAI, uma plataforma mede, prevê e vigia cada albufeira a partir do espaço, com recurso a satélites e à Inteligência Artificial (IA), e a TWEVO, que fornece soluções de vídeo com IA para controlar processos industriais.
Do Brasil vêm a Arkmeds, que desenvolve equipamento e programas para engenharia clínica, a Dadosfera, que usa IA para ajudar pequenas e médias empresas na gestão de dados.
Outras candidatas são a Hagelab, especializada em soluções para rastreamento, monitorização e gestão de frotas e temperatura, e a Musique, que cria música ambiente para lojas.
Já entre as oito equipas de estudantes uma é da Universidade da Beira Interior, cinco de Macau e duas da China continental.
Os 16 finalistas terão 10 minutos para convencer o júri da 929 Challenge e potenciais investidores na final, em 04 de dezembro.
Os finalistas terão ainda a oportunidade de visitar polos de inovação, não apenas em Macau, mas também nas cidades vizinhas de Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou.
A competição atraiu este ano um número recorde de 511 equipas. Pelo segundo ano consecutivo, as ‘startups’ lusófonas estiveram em maioria com projetos de todos os nove países de língua portuguesa.
O concurso é coorganizado pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) e por várias instituições da região administrativa especial chinesa, incluindo todas as universidades.

