Suíça e Áustria confirmam libertação de cidadãs feitas reféns no Níger

Suíça e Áustria confirmam libertação de cidadãs feitas reféns no Níger

Os governos suíço e austríaco confirmaram hoje a libertação de duas mulheres, uma de cada país, mantidas reféns durante meses no Níger, e que já estão ao cuidado de autoridades dos respetivos países.

© Reuters


22/10/2026
por

Lusa

Os governos suíço e austríaco confirmaram hoje a libertação de duas mulheres, uma de cada país, mantidas reféns durante meses no Níger, aditando que já estão ao cuidado de autoridades dos respetivos países.

 

Uma austríaca, detida há mais de 21 meses, e uma suíça, raptada há 18 meses, foram libertadas graças à intervenção de responsáveis líbios, anunciou na quarta-feira à noite a emissora líbia al-Masar TV.

“O comandante em chefe adjunto, tenente-general Saddam Khalifa Haftar [sucessor provável do líder militar do leste da Líbia], interveio nos esforços para as libertar, em resposta aos apelos das suas famílias”, acrescentou a al-Masar TV na rede social X.

Hoje, o ministério suíço dos Negócios Estrangeiros foi o primeiro a confirmar a libertação da cidadã deste país raptada a 13 de abril de 2025.

“Está agora está livre. Foi acolhida em Bengasi, na Líbia, por colaboradores suíços da administração federal e recebeu cuidados médicos”, anunciou o ministério num comunicado, precisando que a mulher de 69 anos “está bem, dadas as circunstâncias” e que ” está a caminho da Suíça”.

Por razões “de proteção da vida privada”, não foi fornecida nenhuma outra informação sobre o seu regresso à Suíça.

Em Viena de Áustria, a ministra austríaca dos Negócios Estrangeiros declarou pouco depois, num comunicado, o seu alívio “por Eva G. estar novamente livre após mais de 21 meses”.

“A austríaca raptada a 11 de janeiro de 2025 foi recolhida a 22 de outubro de 2026 por uma equipa de crise austríaca”, acrescentou Beate Meinl-Reisinger.

Ambos os países agradeceram aos seus parceiros internacionais que trabalharam para estas libertações.

Num vídeo divulgado na quarta-feira à noite pela al-Masar TV, sediada no leste da Líbia, as cidadãs suíça e austríaca apareciam cansadas.

Sentadas debaixo de um retrato do marechal Haftar, falaram em francês para agradecer aos seus libertadores.

“Chamo-me Eva Gretzmacher, sou austríaca, tenho 76 anos. Agradeço de todo o coração ao marechal Khalifa Haftar e ao seu filho Saddam, que nos libertou. Um ano e nove meses em cativeiro”, declarou a cidadã da Áustria.

Também a cidadã suíça fez uma declaração idêntica “chamo-me Claudia Abbt. Sou de origem suíça. Tenho 69 anos. Fui feita refém há um ano e seis meses. Agora estou contente por estar livre e agradeço ao marechal Khalifa Haftar e ao seu filho, o general Saddam Haftar, por tudo o que fizeram para me libertar”.

A Líbia tem sido marcada por divisões desde a queda de Muammar Kadhafi em 2011 e dois governos disputam o poder no oaís: um liderado por Abdelhamid Dbeibah, reconhecido pela ONU e baseado em Trípoli, e outro no Leste, controlado pelo marechal Khalifa Haftar e o seu clã.

Os raptos das duas mulheres, que viviam em Agadez (norte do Níger) na altura dos seus sequestros, nunca foram reivindicados.

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.