O número de casos de gastroenterite tem aumentado no Faial nos últimos dias. A situação está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde locais. Ainda não é conhecida a origem do surto, mas existem cuidados a ter de forma evitar o contágio.
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18/08/2026
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Depois do plantel do Sp. Braga, mais um surto de gastroenterite a ser notícia. Neste caso é no Faial, nos Açores, que se tem verificado um aumento do número de casos nos últimos dias. As autoridades de saúde já estão a acompanhar a situação. A origem do surto ainda não é conhecida, mas existem algumas formas de proteger-se.
“A gastroenterite refere-se a uma irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino. As causas mais comuns são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares”, lê-se no website da rede de saúde CUF.
Gastroenterite. Como se proteger
A Delegação de Saúde da Horta dá conta, num último comunicado, que ainda não foi detetada a origem do surto e que existe uma investigação em curso. “A investigação laboratorial para identificação do agente prossegue e, por precaução, mantém-se em curso a análise da água de abastecimento, não havendo, até ao momento, qualquer evidência que associe os casos à rede pública”, revela o comunicado partilhado esta segunda-feira nas redes sociais.
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A mesma comunicação dá conta de algumas formas de proteger-se durante esta fase meio incerta em que não se sabe a origem do surto. O objetivo passa por evitar o contágio e a transmissão.
“Mantêm-se as recomendações, simples e eficazes para travar a transmissão: lavar frequentemente as mãos com água e sabão; quem tiver sintomas deve permanecer em casa até recuperar e evitar preparar alimentos para outras pessoas ou visitar lares e o hospital até 48 horas após a melhoria; e reforçar a ingestão de líquidos.
Também o Hospital da Horta já tinha deixado no seu website um conjunto de cuidados a ter de forma a prevenir uma gastroenterite. “Sugerimos algumas precauções e procedimentos de modo a que, e sem pôr em risco a nossa saúde, se evitem vindas desnecessárias, e eventualmente demoradas aos serviços de saúde”, começam por dizer.
Entre as recomendações está evitar consumir alimentos que possam estar fora de validade ou que apresentem estados de conservação duvidosos. Mais uma vez a lavagem frequente das mãos está entre um dos pontos essenciais nesta prevenção e tratamento.
“Lave frequentemente as mãos com água e sabão, sobretudo depois da utilização da casa de banho.” Ao apresentar alguns sintomas deverá adotar outro conjunto de medidas. “Em caso de sintomas como febre, vómitos ou diarreia, contacte a linha de Saúde Açores e opte por utilizar medidas para controlo de sintomas”
Apontam que deve fazer uma pausa na alimentação, manter a hidratação, beber água, chá pretoe ou chás frios caseiros, tudo em pequenos goles para evitar o vómito. “Quando não apresentar vómitos, mas apenas diarreia, mantenha estas medidas, e evite a utilização de medicamentos para parar a diarreia.” Alguns sintomas podem persistir durante alguns dias. Se agravarem, contacte os serviços de saúde.
O apelo das autoridades
Apesar deste aumento de casos, as autoridades de saúde locais não apontam que deva existir um alarme generalizado. “Não há motivo para alarme; há, sim, motivo para manter os cuidados simples que interrompem a transmissão”, revela o delegado de saúde da Horta, Armando Faria, que assina a comunicação da passada segunda-feira.

