Seis pessoas suspeitas de pertencerem a um grupo anarquista na Grécia foram identificados pela polícia e estão a ser procurados por terem organizado, em junho, uma “patrulha antissionista” de caráter racista, divulgou hoje a polícia local.
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22/08/2026
por
Lusa
O grupo chama-se “Rouvikonas” (“Rubicão”, em língua portuguesa) e nasceu em 2013 de um movimento contra a austeridade na Grécia durante o período da troika’.
A ação de caráter antissionista decorreu em Tessalónica, no norte da Grécia, na noite de 27 de junho, segundo um comunicado da polícia desta cidade.
Os seis alegados membros procurados pelas autoridades foram identificados “no âmbito do inquérito preliminar aberto pelo Ministério Público”, tratando-se de cinco homens e de uma mulher com idades entre os 32 e os 46 anos.
Os seis são suspeitos de estarem envolvidos “em crimes de caráter racista”, tendo sido instaurado um um processo penal, refere a polícia.
Na noite de 27 de junho, os membros do Rouvikonas organizaram o que designaram como uma “patrulha antissionista” e divulgaram vídeos e fotografias da sua ação nas redes sociais.
O incidente ocorreu na zona da Praça Mavili, no centro de Tessalónica, a segunda maior cidade da Grécia, recorda a polícia.
Nas redes sociais, o grupo alegou que objetivo da ação era manifestar oposição aos investimentos israelitas e à presença de interesses financeiros israelitas na Grécia, bem como o apoiar o povo palestiniano.
“Sob o pretexto do investimento e do desenvolvimento da economia, há fundos israelitas a adquirir praias, bairros e aldeias em grande escala, transformando os habitantes dessas regiões em migrantes na sua própria terra”, afirmava o grupo.
O Conselho Central Israelita da Grécia denunciou na altura “um novo clima de judeofobia”, que considerou ameaçar “não só os judeus gregos, mas também a prosperidade de todos os cidadãos”.
O grupo tornou-se conhecido por realizar diversas ações diretas, como atirar tinta, invasões de ministérios e ocupações de instalações, com o objetivo de denunciar o que considera serem abusos do Estado, das empresas e de potências estrangeiras.
Historicamente, a Grécia mantém boas relações com os países árabes. Desde 2010, assinou vários acordos com Israel, nomeadamente em matéria de segurança e defesa.

