A polícia de Nova Gales do Sul, leste da Austrália, criou uma unidade de resposta armada, composta por agentes com formação especializada e equipada com armas automáticas, em resposta ao atentado de 2025 numa praia próxima de Sydney.
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02/11/2026
por
Lusa
A polícia de Nova Gales do Sul, leste da Austrália, criou uma unidade de resposta armada, composta por agentes com formação especializada e equipada com armas automáticas, em resposta ao atentado de 2025 numa praia próxima de Sydney.
A unidade, denominada Comando de Resposta Armada (ARC, na sigla em inglês), conta com um investimento de 94,3 milhões de dólares australianos (cerca de 60 milhões de euros) e irá mobilizar patrulhas de alta visibilidade em locais movimentados de Sydney, grandes eventos, instalações desportivas e locais de culto, conforme confirmado hoje pela polícia.
O novo corpo policial resulta e responde às necessidades de reforço da segurança em espaços públicos, sentidas pelo estado australiano na sequência do atentado terrorista perpetrado em dezembro de 2025 na praia de Bondi, nos arredores de Sydney.
Os agentes deslocar-se-ão em veículos especialmente equipados e utilizarão armas automáticas de assalto ACAR, de fabrico australiano.
O novo dispositivo policial contará ainda com um centro de operações ativo 24 horas por dia, encarregado de coordenar as mobilizações e fornecer informações e dados de inteligência em tempo real.
A nova unidade irá operar inicialmente em conjunto com a operação policial “Shelter”, lançada em outubro de 2023 face ao aumento das tensões comunitárias e dos incidentes antissemitas e islamófobos.
Esta última irá reduzir gradualmente a atividade, à medida que a ARC assumir mais responsabilidades.
A criação da unidade especial surge na sequência do ataque perpetrado a 14 de dezembro de 2025, durante uma celebração judaica do Hanukkah, também conhecida como Festa das Luzes, em Bondi, uma conhecida zona costeira de Sydney, onde dois homens, pai e filho, abriram fogo contra os participantes e mataram 15 pessoas, além de deixarem mais de 40 feridos.
A Austrália classificou os acontecimentos como um atentado terrorista e as autoridades apontaram para uma possível inspiração no grupo extremista Estado Islâmico por parte dos atacantes, embora tenham salientado que não encontraram indícios de que fizessem parte de uma rede terrorista mais ampla.
O pai foi abatido pelas autoridades durante o ataque. O filho, Naveed Akram, permanece detido e enfrenta 78 acusações, entre as quais 15 por homicídio e uma por cometer ato terrorista. O arguido comparecerá perante a justiça australiana no próximo dia 24 de fevereiro.

