A Comissão Europeia pediu hoje que a UE se mantenha unida na mensagem quando fala com Putin e garantiu aumento da pressão sobre a Rússia. O apelo foi feito após telefonemas entre líderes nórdicos e Putin, que geraram críticas de alguns Estados-membros.
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28/10/2026
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Lusa
A Comissão Europeia pediu hoje que a União Europeia (UE) se mantenha unida na mensagem quando fala com o Presidente russo, Vladimir Putin, e garantiu que se mantém determinada a aumentar a pressão sobre Moscovo.
Este apelo foi deixado pela porta-voz da Comissão Europeia Paula Pinho na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em reação ao telefonema que o Presidente da Finlândia e o primeiro-ministro da Noruega realizaram na terça-feira com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, e que gerou críticas de alguns Estados-membros, como a Suécia e a Dinamarca.
Paula Pinho salientou que a Comissão Europeia foi informada de que o telefonema iria ocorrer, que classificou como um “contacto bilateral”, e defendeu que o mais importante é que a UE mantenha “uma mensagem comum” quando fala com Putin.
“A UE está unida no seu compromisso não só de pôr termo a esta guerra horrível, mas também de alcançar uma paz justa e duradoura. Esta é a posição que temos defendido no âmbito das negociações que estão em curso”, referiu, insistindo que é necessário que a UE “mantenha a sua unidade” na mensagem que transmite a Putin.
Por sua vez, o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros Christian Wigand frisou que, nas conclusões da recente cimeira do Conselho Europeu, em 15 e 16 de outubro, os líderes deixaram claro que “a UE continua determinada a aumentar a pressão sobre a Rússia”.
“O Conselho Europeu sublinhou igualmente a importância de prosseguir os esforços sustentados para prestar apoio militar à Ucrânia. Continuamos, por isso, a apoiar a Ucrânia. Infelizmente, até ao momento, a Rússia não tem demonstrado sinais de estar disposta a pôr termo à guerra”, referiu.
Os líderes da Finlândia e da Noruega falaram esta terça-feira com os dirigentes da Rússia e da Ucrânia, no seguimento das discussões recentes entre o Presidente ucraniano e emissários norte-americanos em Oslo, anunciaram as quatro capitais.
Realizada por iniciativa dos dois líderes nórdicos, anfitriões do encontro de Oslo em 20 de outubro, a conversa com Vladimir Putin “foi franca e substancial”, disse o Presidente finlandês, Alexander Stubb, citado num comunicado conjunto.
A discussão decorreu em consulta com a Ucrânia, precisaram Stubb e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, no comunicado citado pela agência francesa AFP.
Os primeiros-ministros dinamarquês e sueco manifestaram ceticismo quanto à decisão de retomar os contactos com Putin.
A dinamarquesa Mette Frederiksen defendeu, em particular, que a Europa deve manter-se unida, “em vez de agir isoladamente”, e afirmou não ver qualquer sinal de que a Rússia “queira a paz”.
O Presidente finlandês referiu depois que a conversa telefónica a três não foi uma mediação de paz, mas uma forma de transmitir a mensagem da Ucrânia a Putin.
“Não somos mediadores de paz, trabalhamos 100% para a Ucrânia. Nunca teríamos tido a conversa telefónica sem o sinal verde da Ucrânia”, disse Stubb.

