Os sistemas keyless equipam cada vez mais automóveis, mas ainda há muitos vulneráveis que podem ser alvo de ataques que permitam roubá-los apesar de já existir tecnologia para uma proteção mais robusta.
© Phuminun / Shutterstock
18/08/2026
por
Notícias ao Minuto
Há cada vez mais automóveis equipados com a tecnologia keyless, que tem vindo a generalizar-se e a equipar modelos mais acessíveis. Também tem aparecido segurança mais robusta, mas nem todos ficam isentos de vulnerabilidades.
Muito resumidamente, “keyless” significa “sem chave”. Ou seja, não é necessário colocar a chave, comando ou cartão numa fechadura para abrir – bastando ter o objeto na proximidade ou dentro do veículo. E, ao afastá-lo, o carro tranca automaticamente.
Também não há um canhão de ignição com ranhura para chave tradicional: o motor liga normalmente ao premir um botão start/stop. O funcionamento desta tecnologia depende de ondas de rádio e de códigos únicos.
Escusado será dizer que, por isto mesmo, este tipo de sistemas podem ser mais vulneráveis a assaltos silenciosos do que aqueles que têm chave tradicional: com equipamento adequado, estando perto da chave, um ladrão consegue amplificar o sinal para destrancar e pôr o veículo em marcha – segundo o ADAC, um dos maiores clubes automóveis na Europa
Ao longo da última década, já testou 850 automóveis com tecnologia keyless. Conclui que 70 por cento dos mesmos estão melhor protegidos contra roubo, mas ainda há muitos vulneráveis a ataques.
O emprego de chips com ultra-banda larga (UWB), graças à tecnologia de rádio digital, nos sistemas permitiu tornar a segurança mais robusta em diversos modelos. Assim, não podem ser abertos de forma ilícita – nem mesmo com o extensor de sinal, como testou o ADAC. Porém, vinca que, com base nos seus testes, “há demasiados veículos que ainda podem ser facilmente abertos e levados“.
O clube automóvel não encontrou proteção contra assaltos aproveitando as vulnerabilidades de um sistema keyless em várias marcas – desde o grupo Stellantis (como a Alfa Romeo, DS, Fiat ou Opel) à Tesla, passando pela chinesa BYD, pela Alpine ou pela Honda. Entre outras. Do lado oposto, foram registadas melhorias de segurança em construtores como a Jaguar Land Rover ou o Grupo Volkswagen (com marcas como Audi, Seat, Skoda, Volkswagen).
Uma das medidas de segurança implementadas por alguns fabricantes é um sensor de movimento, que permite desativar o sinal de rádio depois de um determinado tempo sem movimento da chave. No entanto, o ADAC alerta que, desta forma, ainda é possível intercetar o sinal enquanto está ativo, não sendo a mais robusta das medidas.
Como se proteger?
Se tiver dúvidas sobre o grau de proteção do seu veículo, há medidas que pode tomar de forma a reduzir o risco – como estacionar em garagem fechada ou não deixar as chaves perto das portas ou janelas exteriores. Por outro lado, há veículos que permitem desativar a tecnologia keyless.
O ADAC sugere, também, embrulhar a chave em papel de alumínio ou colocá-la dentro de uma lata de metal, caixa blindada ou de uma panela – caso as ondas de rádio sejam efetivamente bloqueadas.

