UGT perde 5.000 filiados em quatro anos, mas mantém 430 mil trabalhadores

UGT perde 5.000 filiados em quatro anos, mas mantém 430 mil trabalhadores

A UGT tem atualmente cerca de 430 mil trabalhadores filiados, menos 5.000 do que há quatro anos, segundo dados da central sindical. A redução ocorreu em um contexto de mudanças no setor sindical e de evolução da sindicalização em Portugal.

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11/10/2026
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Lusa

A UGT tem atualmente cerca de 430 mil trabalhadores filiados, menos 5.000 do que há quatro anos, segundo os dados facultados à Lusa por fonte oficial da central sindical.

 

Segundo o relatório de atividades do secretariado nacional, a UGT tem, atualmente, 77 associações sindicais filiadas, das quais 50 são sindicatos, sete são federações e 20 são uniões.

O reforço da atividade sindical é uma das prioridades assumidas pela central sindical na sua Resolução Programática, que vai ser hoje de manhã votada no segundo e último dia do 15.º Congresso da UGT, que decorre na Figueira da Foz.

No documento, que define as linhas de ação da UGT nas mais diversas vertentes para o próximo quadriénio (2026-2030), a central sindical compromete-se a continuar “a afirmar um sindicalismo autónomo, independente, democrático, responsável e reivindicativo, capaz de combinar diálogo e negociação com firmeza na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores”.

Defende, por isso, para este mandato “um sindicalismo próximo dos trabalhadores, aberto à mudança e preparado para responder aos desafios do futuro”, considerando que uma central sindical “exige sindicatos fortes, estruturas territoriais dinâmicas, dirigentes preparados” e trabalhadores sindicalizados.

“A renovação geracional, a participação dos jovens, o reforço da presença das mulheres, a valorização dos quadros e dirigentes sindicais, a capacitação das estruturas e a proximidade aos locais de trabalho devem assumir uma importância acrescida”, acrescenta.

Segundo a central sindical, é também necessário “continuar a adaptar as formas de comunicação e organização sindical às novas realidades sociais e tecnológicas, preservando aquilo que constitui a essência do sindicalismo: a proximidade, a solidariedade e a ação coletiva”, remata.

De acordo com os últimos dados disponíveis da Direção-Geral de Coordenação e Planeamento (DGCP, antigo GEP), a taxa de sindicalização atingiu os 7% em 2024, tendo recuado 0,2 pontos percentuais face ao ano anterior, com o setor das atividades financeiras e seguros a ter a maior percentagem de trabalhadores sindicalizados (44,9%).

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O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, defendeu hoje um aumento dos salários e das pensões para fazer face ao aumento do custo de vida e criticou o Orçamento do Estado de mínimos, afirmando que a dignidade dos trabalhadores não pode esperar.

Lusa | 15:26 – 11/10/2026

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