União Africana pede “combate ao tráfico de migrantes” após naufrágio

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A União Africana (UA) pediu o combate ao tráfico de migrantes após o naufrágio de uma embarcação ao largo do Djibuti, que resultou na morte de pelo menos 139 pessoas, segundo a OIM.

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11/10/2026
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Lusa

A União Africana (UA) pediu hoje o “combate ao tráfico de migrantes”, depois de as Nações Unidas anunciarem a morte de pelo menos 139 pessoas no naufrágio, nesta semana, de uma embarcação sobrelotada ao largo da costa do Djibuti.

 

Expressando “profundo pesar”, o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, também sublinhou, em comunicado, a urgência de “enfrentar as causas profundas da migração irregular” e de “promover uma migração segura, ordenada e regular”.

O número de migrantes mortos num naufrágio ao largo do Djibuti na noite de quinta para sexta-feira subiu para 139, após terem sido recuperados mais 30 corpos, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Num novo balanço, a OIM indicou que os esforços de busca e salvamento prosseguem, à medida que aumentam os receios sobre os desaparecidos.

O barco transportava 305 pessoas desde o Djibuti em direção ao Iémen quando se afundou perto de Guehere, a norte da cidade djibutiana de Oboque, na noite de 08 para 09 de outubro.

Trata-se de um dos naufrágios mais mortíferos registados na Rota Oriental.

“Ninguém entra num barco assim a menos que acredite que não há outra forma segura”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, citada no comunicado.

“Não podemos continuar a tratar estas mortes como normais. Vias seguras e legais salvam vidas. Peço aos governos e doadores que ajam antes que o próximo barco afunde”, apelou a responsável desta agência das Nações Unidas.

Objetos pessoais provavelmente pertencentes aos migrantes, incluindo sapatos, foram vistos numa praia num vídeo partilhado pela OIM, segundo a agência Associated Press.

Cerca de 80 pessoas sobreviveram ao naufrágio.

A OIM está a prestar assistência de emergência aos sobreviventes no seu Centro de Resposta a Migrantes em Oboque, incluindo cuidados de saúde, apoio psicossocial, alimentação, abrigo e serviços de proteção.

Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes do Corno de África viajam pelo Djibuti e atravessam o estreito de Bab el-Mandeb até ao Iémen, na esperança de chegar aos países do Golfo em busca de segurança, estabilidade e emprego, e apesar da violência no Iémen.

Desde 10 de setembro, mais de 20.000 movimentos de entrada para Djibuti vindos da Etiópia foram registados pela OIM.

Migrantes mortos em naufrágio ao largo do Djibuti sobem para 139

O número de migrantes mortos num naufrágio ao largo do Djibuti subiu para 139, após a recuperação de mais 30 corpos, segundo a OIM.

Lusa | 15:27 – 11/10/2026

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