Renato Gaúcho, treinador do Grêmio, insiste que Alexandre Mendes, adjunto que foi detido por alegado incumprimento de uma medida de proteção pedida pela ex-mulher, é “inocente”, e declara o apoio a Flávio Bolsonaro, nas eleições para a presidência do Brasil.
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12/10/2026
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Renato Gaúcho, sucessor do treinador português Luís Castro no comando técnico do Grêmio, aproveitou, este domingo, a conferência de imprensa que se seguiu ao empate a uma bola com o Internacional, em Porto Alegre, para sair em defesa Alexandre Mendes, elemento da sua equipa técnica, que foi detido, na passada semana, na sequência de um caso de alegada violência doméstica.
“Vivemos num país em que acontece o seguinte… Primeiro, atira-se, e, depois, perguntam se é inocente ou culpado. Houve jornalistas que massacraram o Alexandre Mendes. Eu sou a favor da prisão do tipo que bate na mulher. No dia em que ele fizer isso, não vai trabalhar mais comigo, mas é a sétima vez que acusam o tipo, e ele é inocente”, começou por afirmar.
“A imprensa tem de parar de dar cinco minutos de fama a quem não deve dar. No dia seguinte o próprio Ministério Público inocentou-o, e alguns jornalistas foram com uma sede para o condenar… Por que é que não tiveram essa sede para o inocentarem, agora? Eu não deveria dizer isto, mas é por isto que sou Bolsonaro”, acrescentou, antes de se levantar e sair da sala, sob aplausos de alguns jornalistas.
O técnico de 64 anos de idade declarou, desta maneira, o apoio a Flávio Bolsonaro tendo em vista a segunda volta das eleições para a presidência do Brasil, nas quais o filho de Jair Bolsonaro vai ter pela frente o atual líder máximo do país, Lula da Silva, depois de nenhum dos dois ter obtido, na primeira, mais de 50% dos votos.
Entenda o caso que envolve Alexandre Mendes
O caso que envolve Alexandre Mendes remonta a setembro de 2024, quando a sua então companheira publicou, nas redes sociais, um áudio no qual pedia socorro, acompanhado de fotos e vídeos nos quais exibia hematomas que lhe tinham sido alegadamente infligidos, o que levou a Polícia Civil a ordenar a abertura de uma investigação por violência doméstica.
O inquérito levado a cabo pela Segunda Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre foi concluída sem que o treinador de 62 anos de idade fosse indiciado, tendo as autoridades comunicado que não ficou comprovado que este teria sido o autor das supostas agressões, visto que o próprio garantira que estaria em viagem aquando das mesmas.
Um ano depois, Alexandre Mendes foi alvo de uma denúncia por parte do Ministério Público por violência psicológica contra a queixosa, com a qual mantivera uma relação amorosa durante seis anos, e que o acusava de a drogar com recurso a medicamentos e de, a determinado ponto, a ter mantido trancada num apartamento, no Rio de Janeiro, durante cerca de nove horas.
O caso prossegue sob investigação, tendo sido imposta ao treinador uma medida de proteção que o impedia de se aproximar da suposta vítima. Ora, na passada quinta-feira, o próprio foi detido, na chegada ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por suspeitas de que teria violado esta medida de coação, mas, 24 horas depois, a prisão preventiva foi revogada.

