Em maio, a Ferrari revelou o controverso Luce – o seu primeiro carro 100 por cento elétrico. Foi desenvolvido do zero, em vez de readaptar um modelo de sucesso já existente na gama. E há um motivo.
© Ferrari
24/07/2026
por
Notícias ao Minuto
O Ferrari Luce é o primeiro carro 100 por cento elétrico da Ferrari. Apresentado em maio, gerou fortes críticas de vários quadrantes, incluindo do antigo dirigente Luca di Montezemolo.
Certo é que tem vindo a ser um sucesso de vendas (por exemplo na China, as unidades para lá alocadas esgotaram rapidamente depois de abrirem as encomendas).
É o primeiro Ferrari com cinco lugares e quatro portas, tratando-se de uma berlina desportiva de luxo com mais de cinco metros de comprimento e uma ampla bagageira de 597 litros – algo ímpar na sua história. Assim como as enormes jantes (23 polegadas à frente, 24 polegadas atrás).
As portas abrem em direções opostas, num design assinado pela LoveForm de Jony Ive (ex-Apple) em colaboração com o Ferrari Design Studio – uma abertura a algo radicalmente diferente que também tem vindo a ser invulgar na história.
Mas por que não pegar numa fórmula vencedora e adaptá-la? O diretor global de marketing, Emanuele Carando, explicou ao site Edmunds: “Podíamos ter pegado no Purosasngue, tirado o motor de 12 cilindros e colocado a bateria e o sistema elétrico. Mas achámos que não teria sido a decisão certa”.
Em vez disso, o construtor optou por uma plataforma desenvolvida do zero e um conceito inédito na sua gama a vários níveis para além da motorização 100 por cento elétrica.
Emanuele Carando explicou: “Fizemos algo que não teríamos conseguido sem esta tecnologia: um carro espaçoso, com capô dianteiro muito curto, o que permite ao condutor ficar bem perto do eixo dianteiro, possibilitando uma precisão incrível nas curvas”.
Com quatro motores (um por cada roda), o Ferrari Luce tem tração integral e 1.050 cv de potência, com 990 Nm de binário. É capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e atinge os 310 km/h.
Apesar de ser elétrico, tem um som genuíno – captado por um sensor junto do motor e amplificado como se fosse uma guitarra elétrica. A bateria, essa, tem 122 kWh de capacidade, ajudando a uma autonomia que pode ir até aos 530 km.

